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Acil instala régua para sinalização de cheias

A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) instalará régua de sinalização das cheias do rio Taquari na semana que vem. O dispositivo será afixado na parede lateral do prédio, junto à calçada, pela rua Benjamin Constant. A régua também trará as marcações das quatro últimas grandes enchentes que assolaram Lajeado desde 1941.

O presidente da Acil, Cristian Rota Bergesch, explica que o projeto de instalação surgiu de forma natural na última cheia, em 9 de julho, quando a água quase entrou na entidade. Enfatiza que só um plano completo do levantamento pluviométrico de toda a bacia dos rios Taquari-Antas atenderá o objetivo técnico de monitoramento das cheias. “Isto é o mais importante e o que realmente dará resultado.” Comenta que a instalação da régua “é um símbolo de que estamos atentos às movimentações do rio, de que não podemos esquecer da sua força e respeitá-la, pois é a manifestação da grande força da natureza”.

Bergesch informa que outro objetivo da entidade com o projeto é reforçar a iniciativa de instalação das réguas pela prefeitura, pois a região onde se localiza a Acil é bastante sensível às cheias e local de grande trânsito de pessoas.

Grandes cheias

A iniciativa foi desenvolvida pelos professores da Univates Sofia Royer Moraes, engenheira ambiental, e Rafael Eckhardt, biólogo. O projeto arquitetônico da régua é da arquiteta Kátia Eckert, da Planus Arquitetura e Urbanismo.

A régua terá a marcação das quatro últimas grandes cheias que assolaram a região e que atingiram as seguintes cotas _ 27,39metros, em 9 de julho (informada pelo Serviço Geológico do Brasil _ CPRM); 27,40m, em 27 de janeiro de 1946; 28,86m, em 6 de abril de 1956; e 29,92m, em 6 de maio de 1941. A informação das cotas atingidas por essas enchentes é fruto de pesquisa e do trabalho acadêmico da professora e mestre Sofia.

Memória viva

A engenheira ambiental destaca a importância dos projetos de instalação das réguas de monitoramento e sinalização das cheias. “A construção de marcos para manter a memória das grandes inundações ou desastres é essencial para construir nosso presente e nosso futuro.” “Preservar a nossa memória viva é fundamental para não cometermos os mesmos erros”, acentua.

Para definir com correção o local de instalação da régua na parede lateral da Acil, os professores Sofia e Eckhardt usaram equipamento de medição topográfica que identificou e aferiu a cota atingida pela cheia de 9 de julho passado. A medida servirá como parâmetro para a instalação do dispositivo

 

 

Assessoria de Imprensa