Rural - Agricultura Estrela

Agroindústria de Estrela é a primeira do Vale do Taquari a oferecer leite tipo A

Para que um leite seja considerado de tipo A, ele não pode ser transportado cru, devendo ser pasteurizado e embalado na propriedade em que é produzido. Além disso, pode ser consumido de cinco a sete dias após a pasteurização, desde que resfriado e armazenado corretamente. “É um leite de excelente qualidade microbiológica, obtido de um único rebanho, sem contato manual em nenhuma fase do processo, desde a ordenha até o envase”, salienta o assistente técnico regional em Sistema de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, veterinário Martin Schmachtenberg.

Nesse sentido, as altíssimas exigências sanitárias – entre elas está a contagem bacteriana total (CBT) máxima aceita de 10 mil UFC/mL – fazem com que o leite tipo A seja um produto raramente encontrado nos mercados. No Vale do Taquari, por exemplo, apenas a Estrelat, de Estrela, oferece o leite, que recebeu a certificação sanitária nesta semana – ainda que a Granja Lenhard, de São Jacó, já produza leite há mais de 40 anos. “Para a nossa família esta é uma conquista que atesta a qualidade do produto que entregamos ao consumidor, resultado de muito trabalho e dedicação”, resume o proprietário Roberto de Oliveira.

Da informalidade à consolidação da agroindústria, em 2007, foram muitos anos de entrega de leite em garrafas pet diretamente ao consumidor, de investimentos na propriedade e de qualificação com vistas a melhorar o produto. “Na realidade este é um assunto que já nos acompanhava há uns cinco anos, já que a qualidade do leite aqui produzido, sempre foi o nosso forte”, resume Eliana Oliveira, esposa de Roberto. Atualmente, dos 2.800 litros de leite retirados diariamente do rebanho de 95 vacas, 1.200 são embalados na propriedade para serem vendidos como A, sendo o restante destinado para a cooperativa Languiru.

Como parte do processo de certificação, que envolve a inclusão da agroindústria no Sistema Unificado de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), foram imprescindíveis a adoção de boas práticas de higiene na hora da ordenha, como pré e pós dipping, retirada dos primeiros três jatos de leite e secagem dos tetos com toalhas de papel individuais. “Além disso, contamos com o acompanhamento de um veterinário particular, que realiza uma série de análises periódicas do nosso produto, com vistas a atestar a sua qualidade”, explica Roberto.

Para o extensionista da Emater/RS-Ascar, Tiago Conrad, é necessário destacar o esforço da família, que cumpre uma rotina de produção adequada, aliando conhecimento, tecnologia e, consequentemente, qualidade. O próximo passo deverá ser ampliar o mercado para além dos limites de Estrela, alcançando municípios como Lajeado. “O que se pode perceber é que há potencial para que este produto alcance um público que busca um leite diferenciado, sem se importar em pagar um valor um pouco mais alto por ele”, finaliza o supervisor da Emater/RS-Ascar, Álvaro Mallmann.

 

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Lajeado

Jornalista Tiago Bald