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Alimentação artificial das abelhas é tema de capacitação em Estrela

Um grupo de produtores de Estrela e de Bom Retiro do Sul participou na terça-feira (13/08), de uma capacitação sobre alimentação artificial das abelhas. A atividade, organizada pela Emater/RS-Ascar, foi realizada na sede da União Fraterna da Terra (Unifrater), em Estrela. Na ocasião, o assistente técnico regional em Sistema de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, zootecnista João Sampaio, ressaltou a importância de um bom manejo das colmeias, especialmente em períodos mais frios e com menor disponibilidade de alimento para os enxames.

Para Sampaio, é neste momento que entra a alimentação artificial, que é a fornecida pelo apicultor. “E esta pode ser de manutenção ou estimulante, sendo a primeira para a subsistência e a segunda para fortalecer a abelha rainha para a postura de ovos”, salienta. O zootecnista lembra que os produtores devem ter em mente a Importância de reforçar o enxame para que, em época de florada, o “pelotão de busca de alimento esteja constituído”. “Dessa forma nos antecipamos, no sentido de atender as exigências alimentares das abelhas”, explica.

Em sua fala, passou diversas receitas elaboradas por entidades, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Nelas, misturas energéticas e proteicas com açúcar, água, mel e farelos de soja ou trigo podem ser colocadas nas colmeias, de forma manual. Para Sampaio, muito mais do que decorar as fórmulas de cada receita, está a importância de conhecer os enxames. “De nada adianta despejar mel aleatoriamente dentro das caixas, esperando que dê algum resultado”, argumenta.

O apicultor Lino Werle, de Estrela, concorda com Sampaio, ao afirmar que um manejo mal feito no inverno, pode acarretar a morte de enxames ou mesmo estimular a “pilhagem” – a invasão das colmeias por outras abelhas. Com 70 caixas em produção, Werle estava acompanhado de seu filho Felipe, que pretende dar continuidade a atividade. Com dúvidas sobre produção de abelha rainha, o jovem de 23 anos também valoriza a ação. “A gente só alcança um padrão de qualidade naquilo que faz, estudando, conhecendo mais sobre tecnologias ou formas de proceder”, acredita.

O evento contou ainda com a participação do supervisor da Emater/RS-Ascar Álvaro Mallmann, que destacou a importância da manutenção das abelhas para o meio ambiente e do proprietário da terra em que está instalada a Unifrater, João Schmidt, que falou um pouco da entidade que recebe cursos e capacitações e trabalha no sentido de estimular uma alimentação saudável. No local são quatro hectares de terra destinados a produção orgânica de hortaliças e frutas, entre outros.

 

 

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Lajeado

Jornalista Tiago Bald