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Alimentação escolar é destaque em Westfália

Nutricionista Gabriele (dir) acompanha a dieta dos alunos (Foto: Divulgação)
Nutricionista Gabriele (dir) acompanha a dieta dos alunos (Foto: Divulgação)

Para qualificar a alimentação escolar, todos os anos é feita a avaliação antropométrica dos alunos das Escolas Municipais, Escola Estadual e Escola de Educação Infantil de Westfália. A nutricionista Gabriele Schneider Betancor é a responsável pela área. A partir dos resultados obtidos ocorrem palestras informativas direcionadas aos pais dos alunos. Além disso, é oferecido tratamento nutricional individual aos alunos com obesidade; no cardápio escolar são incluídos alimentos integrais; ocorre a qualificação das merendeiras; trabalhos com hortas escolares, e, a Semana da Alimentação no mês de outubro com diversas atividades voltadas aos alunos, pais e comunidade em geral, dentre outras ações.

Durante o mês de março deste ano foram avaliadas 332 crianças e adolescentes das escolas municipais, das quais 30,72% estavam acima do peso. Na E.E.I. Mônica foram avaliadas 56 crianças, das quais 12,5 % estavam acima do peso, e, na E.E. Médio Westfália foram avaliados 77 alunos, dos quais 33,77% se apresentavam acima do peso.

“Em comparação aos anos anteriores, as escolas municipais vem diminuindo estes índices. A EEI Mônica vem aumentando, o que causa uma preocupação com estas crianças, fazendo-se necessário trabalhar mais com este público, pois quanto antes tratarmos estas crianças, menos chances elas terão de tornar-se adultos obesos”, explicou a nutricionista. “Antes, a obesidade era um problema exclusivo dos adultos. Hoje em dia, essa complicação atinge pessoas cada vez mais jovens e já é considerada uma doença. A obesidade na infância compromete a saúde da criança. Pode-se diagnosticar problemas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, e níveis altos de colesterol e triglicérides. Além disso, as crianças podem desenvolver problemas psicológicos. As piadas, a intimidação, ou a rejeição por parte dos colegas, podem levá-los a uma baixa auto-estima. São marginalizados pelo aspecto que têm, e todo esse quadro pode gerar transtornos como a bulimia, a anorexia e a depressão”, complementa Gabriele.

“Para se ter uma ideia, no Brasil, conforme a pesquisa do IBGE, 2009, havia 33,5% de crianças acima do peso naquele ano. Nos adultos esta porcentagem era de 50,1% neste mesmo ano e, em 2013 (Pesquisa Nacional Saúde/ IBGE) foi para 56,9% entre os brasileiros e 63,3% entre os gaúchos”, acrescentou.

“Não queremos acompanhar as porcentagens do Brasil e Rio Grande do Sul, que já são muito altos, mesmo sabendo que nossas ações são como “trabalho de formiguinha”, pois envolve toda uma cultura do comer bem e de criança magra não parecer saudável, não desistimos de trabalhar em prol de uma alimentação mais natural, prevenindo assim tantos problemas de saúde que vem em função da má alimentação e obesidade”, comentou Gabriele.
Para a aluna do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vila Schmidt, Clarice Röhrig, 14 anos, a merenda é muito boa. “Não posso reclamar de nada. Nem preciso trazer lanche de casa. O cardápio é diversificado”, concluiu Clarice.

Texto: Portal Região dos Vales/Ascom Westfália