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Amvat realizou assembleia geral na última sexta-feira, em Encantado

Prefeitos, vice-prefeitos e secretários reuniram-se em Encantado no último dia 9 (Foto: Paulo Ricardo Schneider)
Prefeitos, vice-prefeitos e secretários reuniram-se em Encantado no último dia 9 (Foto: Paulo Ricardo Schneider)

As dificuldades enfrentadas pelo setor leiteiro foi um dos assuntos tratados na assembleia geral da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), realizada na última sexta-feira (09), na Prefeitura de Encantado.

Diante da situação, que se agrava com a importação de leite em pó do Uruguai, a associação vai solicitar uma audiência com o governador do Estado para reivindicar medidas que venham minimizar os prejuízos a toda a cadeia produtiva do Rio Grande do Sul. O assunto foi abordado pelo secretário da Agricultura de Estrela, José Adão Braun; pela presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari, Cintia Agostini, e pelo presidente da Dália Alimentos, Gilberto Piccinini.

No encontro o secretário ressaltou a importância do papel da Amvat para auxiliar na busca de soluções para enfrentar a situação. Segundo ele, o Rio Grande do Sul, pela proximidade com o Uruguai, tem recebido o maior impacto. “Conforme o Instituto Gaúcho do Leite, de janeiro a dezembro de 2016, o leite em pó importado chegou a 50.153 toneladas, ou seja, 431.081.400 litros de leite fluido. Em 2017 a situação continua. De janeiro a maio foram 14.791 toneladas de leite em pó, totalizando 130.344.200 litros de leite fluido”, ressaltou Braun.

“Precisamos reagir contra isto. Não somos contra a importação, mas deve haver um equilíbrio”, acrescentou. Os participantes lembraram que no ano passado, em função da importação, houve uma queda no preço do leite em R$ 0,40 em apenas dois meses. Citaram que o projeto de lei do crédito presumido retornou à Asssembleia Legislativa, sendo necessário trabalhar junto aos deputados.

Comércio ilegal
Na assembleia, dirigida pelo presidente da Amvat, prefeito Rafael Mallmann, houve também a apresentação de estudo sobre as perdas que o Vale tem com o comércio ilegal. O diretor da Fecomércio, Daniel Amádio, e o vice-presidente financeiro da entidade, André Luiz Roncato, expuseram o assunto aos prefeitos. Segundo eles, uma projeção da Fecomércio mostra que o Vale do Taquari perde mais de R$ 1,65 bilhões anuais com a pirataria, o que equivale a 19,74% do total produzido pelos municípios.  Eles sugeriram a criação de comitês nos municípios para atuar no combate a este tipo de comércio; de legislação específica nas cidades a fim de regulamentar a realização de feiras itinerantes e uma fiscalização maior. “São grandes organizações, relacionadas com o crime organizado. O que achamos que é uma simples pessoa ganhando a vida, muitas vezes está se engajando com o crime organizado”, advertiu Roncatto.

Na assembleia foram tratados ainda assuntos como a situação do processo de concessão da BR-386, que terá mais uma reunião do grupo técnico no fim de junho, em Brasília; a indicação de prefeitos da Amvat para o Corepe – Trecho 4; novas exigências sanitárias para o funcionamento de açougues e fiambrerias e a possibilidade de novo enquadramento dos municípios do Vale do Taquari nos limites de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.

Texto: Ascom Amvat