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Amvat recomenda kit de medicamentos para tratamento precoce a pacientes da Covid-19

Representantes da Amvat e médicos de Lajeado que se pronunciaram sobre o uso do tratamento precoce na Covid-19

Decisão foi tomada em reunião da entidade nesta tarde, em Estrela, para enfrentamento da pandemia

A Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) vai recomendar, aos municípios filiados, a adoção de kit de medicamentos para o tratamento precoce de pacientes da Covid-19. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira (13.07), em reunião realizada em Estrela, presidida pelo presidente da entidade e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan. Além de prefeitos, participaram secretários e profissionais da saúde. A sugestão foi apresentada pelos médicos Luiz Fernando Kehl, Sandra Cabral e Cláudio Klein. “Queremos oferecer uma barreira farmacológica, que funcione se usada precocemente”, explicou Kehl.

Segundo ele, este tratamento, na fase inicial da doença, evitaria que os pacientes entrassem numa segunda fase, quando o vírus provoca danos ao pulmão, cérebro e rins. “É isto que queremos: tratar precocemente para que os pacientes não cheguem nesta fase da doença”, explicou. A Amvat também vai sugerir que os municípios façam um decreto para dar segurança jurídica aos municípios.

A médica Sandra Cabral, que participa dos estudos referentes à adoção dos medicamentos – hidroxicloroquina, zinco, azitromicina, vitamina D e ivermectina – reconhece que há controvérsias, mas defende que haja uma alternativa aos pacientes, que vão aceitar ou não o tratamento proposto pelos médicos. Segundo ela, não existe um estudo definitivo que diga se o kit funciona ou não. “Esta é uma opção. Estamos tentando evitar que as pessoas cheguem na segunda ou terceira fase da doença”, defendeu.

O advogado Gladimir Chiele, da Consultoria em Direito Público, que assessora prefeituras e associações de municípios de todo o RS, informou  que está sendo estudada uma forma de implementar o uso do kit em nível municipal. “É uma alternativa ao fique em casa”, disse, acrescentando que, na Serra, 27 prefeitos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta  (TACs) para dar segurança jurídica aos gestores. Desta forma, conforme Chiele, as prefeituras teriam instrumentos jurídicos para disponibilizar o tratamento na rede pública.

A preocupação dos gestores que participaram do encontro é a falta dos remédios no mercado, cujos preços tiveram grande elevação desde o início  da pandemia. O presidente da Amvat, Celso Kaplan, informou – e foi confirmado pelo senador Luis Carlos Heinze – que a associação já encaminhou, ao Ministério da Saúde, pedido destes e outros medicamentos para a região, especialmente para as cidades que sofreram com a enchente da semana passada, pois a situação da pandemia pode ser agravada ainda mais. Numa participação em vídeo, Heinze disse que a solicitação da Amvat foi protocolada nesta segunda-feira pela manhã no ministério e que seu gabinete vai acompanhar o andamento e atuar para que a liberação ocorra o mais breve possível.

“Nós decidimos, de forma unânime, que os prefeitos tenham uma orientação quanto à utilização dos kits de medicamentos. Isto está avançando, os prefeitos vão aderir e para que isso possa andar o mais rápido possível vamos propor que os municípios façam também decretos. Ao mesmo tempo, vamos seguir atuando e buscar, junto aos governos estadual e federal,  os remédios necessários para o enfrentamento desta situação (pandemia)”, resumiu o presidente Celso Kaplan ao final da reunião.

 

 

Créditos: Plural Comunicação Integrada
Assessoria de Imprensa de Lajeado