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Apenados da Colônia Penal Agrícola vão produzir morangos para comércio

Estufa onde serão produzidos os morangos (Foto: Divulgação)
Estufa onde serão produzidos os morangos (Foto: Divulgação)

Apenados vão colher o fruto de seu trabalho, literalmente. Serão mais de 300 quilos de morangos que foram semeados, cultivados e cuidados por eles na estufa que foi erguida na Colônia Penal Agrícola Daltro Filho (CPA). Esta atividade está gerando trabalho e inclusão para cerca de 40 apenados do semiaberto. Os substratos para a produção de morangos no sistema semi-hidropônico chegaram nesta sexta-feira (08). A ação é resultado de uma parceria da Emater, Ouvidoria do Estado e Susepe. Eles têm direito à remição (para cada três dias trabalhados, diminui um da pena).

A Susepe oferece toda a mão de obra prisional. A Ouvidoria do RS fornece as sementes que conseguiu por meio de parceiros. A Emater promove todo o assessoramento técnico. Os presos vão se responsabilizar pelo controle do tempo de rega (ligar e desligar o gotejamento), limpeza da estufa e outras atividades. Além disso, farão toda a colheita, que empregará mais apenados.

Há três tipos de morangos que serão cultivados. Já tem comerciantes em Charqueadas interessados em comercializar a fruta. Conforme especialistas em agricultura, o morango dá muito lucro se bem cultivado.

“O plano é ampliar a produção para que mais apenados possam ter trabalho no ambiente prisional e, assim, quando entrarem em liberdade, terão a possibilidade de recolocação no mercado de trabalho”, informou o diretor da CPA, Gustavo Schwarz.

A ouvidora do RS, Silvana Oliveira, idealizadora do projeto, disse que está auxiliando os detentos a darem o primeiro passo, oferecendo uma nova profissão, que pode ser rentável no futuro. Segundo agricultores, o morango é uma cultura bastante rentável, a fruta, que é de clima frio, é bastante consumida.
Por sua vez, Luis Sandro Ales, representante da Ouvidoria Penitenciária, disse que este projeto é muito importante por que viabiliza trabalho e qualificação, estimulando a inclusão social.”A ideia é ampliar a produção de morangos, reverter em renda para empregar em projetos embasados no trabalho prisional”, reiterou.

Capacitação

Na primeira fase do projeto, os agrônomos da Emater, Luís Bohn, Antônio Paganelli e o técnico em agropecuária da instituição, Marcelo da Silva Fortes, deram todo o suporte técnico que envolveu desde a estruturação do sistema, como o tamanho da estufa, a implantação de irrigação, tipo de cobertura, dentre outros detalhes do cultivo a ser implantado.

Mais frutos

Paralelo à produção de morangos, na mesma área da CPA, os apenados estão preparando a terra para cultivar diversos legumes, tais como alface, repolho, cenoura, aipim e milho para consumo próprio e de servidores. Para Everton, 22 anos, “colher vagem, plantar repolho é um serviço muito bom e dá vontade de se desenvolver ainda mais. Nos dá oportunidade de nova vida”, acrescentou.

Texto: Ascom Susepe