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Ari ajuda na confecção de segundo livro

O menino Ari de 10 anos está encantado com o novo livro que confeccionou junto com a pedagoga (Foto: Renata Leal)
O menino Ari de 10 anos está encantado com o novo livro que confeccionou junto com a pedagoga (Foto: Renata Leal)

No ano passado o usuário da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) Ari Junior Zucchi (10), de Arroio do Meio, confeccionou junto com a psicopedagoga Cristiane Loposzinski o livro “O Caminhão de Bombeiros” baseado em uma ilustração existente. Ao perceber o interesse pela leitura do menino, que apresenta baixa visão e deficiência intelectual, ela teve a ideia de confeccionar um livro de pano com letras maiores, pois apresenta dificuldade para enxergar as fontes pequenas. Esse mês Ari ganhou a segunda edição: “O trator”. A psicopedagoga ficou responsável pelo patchwork e a escrita, enquanto o garoto pelos desenhos atrativos pelos detalhes e qualidade.

Conforme a psicopedagoga ao ver os livros na sala, o do trator chamou atenção do menino. “Resolvemos fazer pela dificuldade de encontrarmos livros com escrita maior. Nesse busquei fazer um formato diferente como ele queria. O livro não é copiado na íntegra, faço uma adaptação”, diz. Cristiane afirma que o menino está praticamente com escrita ortográfica completa e a leitura já está muito melhor. “Está quase com uma leitura fluente e o bacana do trabalho é que consegue ter uma compreensão, pois ele lê cada página e depois reproduz o entendimento com o desenho”.

Agora Ari está escrevendo a história dos Três Porquinhos. A psicopedagoga adianta que talvez seja um livro futuro. “Ele é perfeccionista e mesmo com a dificuldade visual, ele se detém muito a pequenos detalhes que aparecem no desenho. Essa é uma característica que chama muito a atenção dos profissionais que o atendem”.

Ari conta que adorou ainda mais o último livro e afirma que aprimorou seus desenhos, a leitura e a escrita. A mãe do menino, Joana Maria Warken, destaca que de um ano para cá ele despertou ainda mais para a leitura e a escrita. “Ele quer muito aprender. Está conseguindo ler e escrever. Adorei o livro, achei lindo. Quando levamos para casa ele quis levar para a escola”, conta a mãe, considerando essa mais uma das conquistas do filho. “Ano passado não sabia ler direito, mas tinha vontade de se alfabetizar e melhorou 80%”.

Texto: Ascom Apae