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Brasil e Argentina fazem ações conjuntas para atrair mais turistas

Presidente Vinicius Lummertz, ministros Marx Beltrão e Gustavo Santos e o secretário Valentim Gilligan (Foto: Divulgação)
Presidente Vinicius Lummertz, ministros Marx Beltrão e Gustavo Santos e o secretário Valentim Gilligan (Foto: Divulgação)

Brasil e Argentina partiram definitivamente para a ofensiva, e de forma alinhada. Os ministros do turismo desses países – Marx Beltrão (Brasil) e Gustavo Santos (Argentina), reunidos ontem com o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, definiram as próximas ações conjuntas envolvendo as nações mais relevantes no mercado turístico da América do Sul.

Os turistas que viajam entre os dois países deixam cerca de US$ 2 bilhões nos cofres de Argentina e Brasil. Mas ambos precisam buscar mais turistas de outros países para garantir mais recursos e gerar empregos. Daí a ofensiva conjunta, que já vem se delineando há alguns meses. Nesta quarta-feira (18), em Madri, durante a FITUR, uma das maiores feiras de turismo do mundo, foi dado um importante passo rumo à concretização dessas ações.

Lummertz, Santos e Beltrão, acompanhados de Valentin Gilligan, secretário-geral da Presidência da Argentina, definiram um cronograma que envolve quatro pontos de atuação. Os dois países vão fazer a promoção conjunta do destino “Roteiro das missões jesuíticas”, onde os visitantes poderão conhecer ruínas e saber um pouco mais da história dessas missões instaladas há mais de 400 anos no Sul do país e nos vizinhos Argentina, Uruguai e Paraguai, por padres jesuítas espanhóis. A proposta: organizar caminhadas e passeios ciclísticos num raio de 600 quilômetros, no estilo do conhecido Caminho de Santiago, na Espanha.

Entusiasmado, o ministro Santos tentará garantir a presença do Papa Francisco, que é argentino, no lançamento do roteiro, em setembro. O ministro argentino vai ainda encaminhar um documento ao Itamaraty pedindo apoio à ideia de estender aos turistas norte-americanos, isentos de visto na Argentina, a possibilidade de passar para o Brasil e ficar alguns dias. “Somos totalmente favoráveis. Para o turismo, em especial da região de Foz do Iguaçu, isso é fundamental. Podemos fazer uma experiência por dois anos. Se der certo, continuamos. Tenho certeza que o Itamaraty vai entender”, comentou Lummertz.

Outra ação é a formação de um grupo bilateral para fazer uma visita de trabalho com intenção de atrair os turistas chineses. São 120 milhões de turistas daquele país viajando pelo mundo anualmente. Para o Brasil só vem 55 mil. Grande defensor da ação, o ministro Beltrão foi enfático: “temos que nos esforçar para atrair esse pessoal. Além disso, é importante também atrair investidores daquele país”. Brasil e Argentina vão ainda se lançar, de forma conjunta, para sediar a edição de 2018 do Global Tourism Economy Forum, grande evento do setor que, em 2016, aconteceu em Macau, na Ásia.

Texto: Ascom Embratur