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Sérgio Lorenzon é o campeão do Festival da Mentira de Nova Bréscia

Depois de seis anos, o Festival da Mentira voltou ao palco do Clube Tiradentes, para a sua 18ª edição. Ao todo, dez participantes foram selecionados para a fase final, que ocorre no sábado, dia 28, a partir das 18h. O evento contou com público reduzido e foi transmitido pelo canal do festival no Youtube e no Facebook, promovido pela prefeitura, pelo clube e pelas empresas La Estancia Produções e LK Lives.

A premiação para os 10 melhores mentirosos variou entre R$ 300 e R$ 5 mil. As histórias foram avaliadas pela originalidade, conteúdo, criatividade, interpretação e tempo de apresentação. A decisão dos jurados premiou, pela segunda vez, a mentira “O retorno do Churrasqueiro”, do Bresciense Sérgio Eliseu Lorenzon.

Sérgio Lorenzon Foto: Juremir Versetti/Jornal Antena.
Ganhadores do XVIII Festival da Mentira de Nova Bréscia
1º –  R$ 5.000,00 – Sérgio Eliseu Lorenzon – “O retorno do Churrasqueiro”
2º –  R$ 2.000,00 – José Calvi – “Meu Cachorro Alquimista”
3º – R$ 1.000,00 – Isabella Alves Laste – “Missão à Marte”
4º – R$ 1.000,00 – Claudete Angeli de Souza – “As mentiras de Tonho”
5º – R$ 1.000,00 – Tiago Segabinazzi – “O Peso da Mentira”
6º – R$ 300,00 – Ildo José Paris – “O Minhocão do Nono”
7º – R$ 300,00 – Robert Delazeri – “Il Porchetto del Nonno Giacinto”
8º – R$ 300,00 – Lwiggi Sartori Dall Orsoletta – “A cobra Gigante”
9º – R$ 300,00 – José Rafael Benício – “Peixes Diabéticos”
10º – R$ 300,00 – Gentil da Costa (Pirilampo) – “Genética”
Entre os jurados desta edição, estavam Celto Dalla Vecchia e Ângelo Mezacasa, que ajudaram a criar o Festival. A professora da Univates, Kári Forneck, participou pela segunda vez como avaliadora do festival, além de outros dois convidados.
História do Festival
Numa sexta-feira à noite, os amigos Gilberto Laste, o Catraca, Ângelo Mezacasa e Celto Dalla Vecchia jogavam conversa fora no Clube Tiradentes, em Nova Bréscia. Era noite de churrasqueada e, em meio a uma brincadeira, surgiu a ideia de criar um evento turístico e cultural no município. Na segunda-feira seguinte, foram a Porto Alegre para comunicar a imprensa e, assim, divulgaram a primeira edição do Festival da Mentira, marcada para o dia 22 de maio de 1982.

Esperança para o retorno

Em geral, os festivais eram feitos no Clube Tiradentes. Mas houve ocasiões em que os mentirosos se apresentavam na praça da cidade, onde era montado uma espécie de tenda coberta por uma lona.

Em alguns anos, o festival chegou a ter mais de 60 inscritos. “Os jurados tinham que começar de manhã. Algumas eram fracas, não tinham fundamento. Nós ficávamos o dia todo ouvindo mentiras”, conta Ângelo, de 78 anos, outro fundador do festival.

Entre as curiosidades do festival, estão a participação de Paulo Sant’Ana como apresentador da 7º edição e a visita de Renato Borghetti que foi ao município para assistir o 3º evento.

Com o tempo, o evento passou a ser organizado de dois em dois anos, até que perdeu força no município. O último festival ocorreu em 2015. “Estamos conversando para talvez fazer o evento junto com outros festivais, como o do churrasqueiro ou do gaiteiro, para atrair mais pessoas ao município. Queremos que volte a ser como era no início”, destaca Ângelo. O professor aposentado garante que o evento vale a pena, e conta com mentiras “cabeludas”, divertidas de escutar.

(Foto: Imagem Aérea RS/Reprodução)