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Câmeras de vigilância flagram vândalos do Parque Princesa do Vale

Quatro meliantes foram flagrados enquanto pichavam pórtico de entrada. Três foram detidos. Local é constantemente depredado

A Brigada Militar realizou, na madrugada desta terça-feira (29), a prisão de três indivíduos que foram flagrados pichando o pórtico de entrada do Centro Esportivo, área anexa ao Parque Princesa do Vale de Estrela, onde ficam as pistas de skate e de bicicross, atletismo e o campo de rugby. O local havia sido recentemente pintado por ocasião da programação do Natal em Estrela. A ocorrência foi registrada pelas câmeras de vigilância do próprio local de lazer e também das do sistema de videomonitoramento do município, cuja central de imagens ficam na sede da BM e está em operação desde julho passado. Três dos quatro meliantes, dois menores de idade, foram detidos, e um conseguiu fugir. Local é constantemente alvo da ação de depredadores.

A movimentação chamou a atenção do vigia do Parque que estava de plantão no momento – cinco se revezam diariamente na segurança do local. Este realizou a primeira intervenção, já tendo acionado a guarnição local da BM, mas que estava em diligência no interior do município e a caminho. Um dos infratores conseguiu fugir. Com a chegada da equipe da BM, os outros três foram detidos e então encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento de Lajeado, que registrou a ocorrência. Todos moradores de Estrela. Dois menores de idade, com 17 e 16 anos, e um de 18 anos. Com eles foram encontrados tinta spray e fitas adesivas. Os menores foram liberados após a chegada dos pais e responderão a um Boletim de Ocorrência Circunstanciado baseado na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98). O maior de idade também foi liberado, mas responderá a um Termo Circunstanciado embasado no artigo 65 da mesma lei, e pode ser condenado a uma detenção de seis meses a 1 ano.

O parque é constantemente alvo da ação de pichadores e vândalos. O secretário da Esportes e Lazer (Smel) do município, Julio Saldanha Pereira, ressalta que ocorrências são constantemente verificadas e os gastos na manutenção impedem um investimento ainda maior em melhorias, sendo que ainda assim muitas são realizadas. “Recentemente promovemos reforma da academia ao ar livre, a construção de novos espaços de convivência como bancos e mesas. As quadras e canchas receberam pintura e areia, novos alambrados estão sendo instalados, as redes foram trocadas e o corte da grama e da vegetação é feita rotineiramente. Em andamento também estão as trocas dos postes das quadras de futebol 7 e areia. Em breve vamos instalar um sistema icehot, com água quente e gelada e há o projeto para cobertura da quadra de basquete”, relata. “Os investimentos são constantes no local, mas outros deixam de ser realizados porque os gastos com o reparo de peças quebradas e sujeira ocasionada por usuários irresponsáveis é muito grande. E há, claro, aquela ocasionada pelo uso do local, que é área de grande circulação e sempre recebe grandes eventos”, explica.

Saldanha reitera a necessidade do cuidado, por parte dos usuários, do espaço público, até mesmo na denúncia de infratores. “Quando somos notificados, sendo que muitas vezes nem somos avisados pelos canais corretos, fazemos os reparos. Não podemos é toda vez que apenas um azulejo é quebrado ir lá realizar este conserto específico ou a sua troca geral, pois para isso é necessário acionar uma equipe e também realizar a compra de mais materiais, o que necessita até mesmo abrir licitações”, diz. “Mas ações de limpeza ocorrem sempre, e de manutenção seguem uma rotina, e não em raras exceções são realizadas também em outros momentos, como antes e depois de eventos que o local sedia”, detalha.

Para o secretário de Administração e Recursos Humanos de Estrela, Jônatas dos Santos, o fato registrado nesta semana é mais um exemplo do acerto no investimento realizado pelo município na aquisição do sistema de videomonitoramento. “As 24 câmeras de alta definição instaladas em pontos estratégicos da cidade têm contribuído e muito no combate a crimes, tanto na identificação dos meliantes como também na repressão, pois os inibe muitas vezes de cometê-los. Tanto crimes de maior ou menor porte, como estes de vandalismo registrados agora no Parque, que se não trazem perigo ocasionam sim custos. E custos são valores que poderiam estar sendo investidos em ações de maior retorno à população”, diz. “Nossa meta é, em breve, poder ampliar este sistema e seguir equipando, de maneira independente, como ocorreu no Parque Princesa do Vale, outros pontos públicos.”