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Campanha “Junho lilás” alerta para importância da realização do Teste do Pezinho

05062017_Pezinho_BrasilRealizado a partir da coleta de sangue no calcanhar do bebê, o chamado Teste do Pezinho possibilita a identificação de doenças antes dos sintomas aparecerem para a realização de tratamentos que levem à melhor qualidade de vida. O procedimento é gratuito e deve ser feito no período a partir de 48 horas após o parto até o quinto dia depois do nascimento.

Com o objetivo de alertar para a importância do exame, a Apae de São Paulo e a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert) promovem, neste mês de junho, a campanha “Junho Lilás”. O Dia Nacional do Teste do Pezinho é celebrado em 6 de junho no Brasil.

O exame é exigido por lei e consegue detectar doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais femoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

De acordo com o chefe do laboratório de patologia neuromuscular da Universidade Federal de São Paulo, Beny Schmidt, destaca que o número de exames realizados ainda precisa aumentar. “Entre 15% e 20% dos nascidos vivos não fazem o teste. Infelizmente, a lei não funciona no País”, aponta. Ele é filho do médico pediatra Benjamin José Schmidt (1931-2009), formado pela Universidade de São Paulo (USP) e responsável por aprimorar e introduzir o Teste do Pezinho no Brasil.

Sobre o exame
Em 1976, a Apae de São Paulo realizou o primeiro exame no país. A organização efetua 77% dos testes em bebês nascidos na capital paulista, 64% dos recém-nascidos do Estado de SP e 16% de todas as crianças triadas no Brasil por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), maternidades e hospitais privados. Além disso, organização promove convocação imediata de todos os recém-nascidos que apresentam alteração no teste.

Agência CNM, com informações do Estadão