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Cercamento eletrônico resulta em 40 mil alertas de crimes e infrações na capital

Balanço do projeto-piloto foi apresentado no Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic) (Foto: Rodrigo Ziebell/SSP)
Balanço do projeto-piloto foi apresentado no Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic) (Foto: Rodrigo Ziebell/SSP)

O projeto-piloto do cercamento eletrônico em Porto Alegre resultou em cerca de 40 mil alertas de furto, roubo ou licenciamento vencido de veículos em pouco mais de 30 dias. Neste período, cerca de 1,4 milhões de veículos foram monitorados e cinco carros recuperados. O balanço foi apresentado na quinta-feira (27), no Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic), pelo grupo de trabalho composto por Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Prefeitura.

A fase de teste começou em março deste ano com quatro câmeras de trânsito instaladas em pontos estratégicos da cidade. Atualmente, 25 câmeras fazem a fiscalização e identificação de irregularidades. O projeto utiliza equipamentos adaptados, havendo a necessidade de ajustes para zerar eventuais dificuldades na leitura das placas. Para expandir a área de cobertura, projeta-se a instalação de câmeras em viaturas.

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz) foram contatadas e manifestaram intenção de colaborar com informações oriundas das câmeras existentes em praças de pedágio e postos de fiscalização da Receita Estadual.

O Departamento de Comando Integrado (DDCI/SSP) está em tratativas com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) para aprimorar a capacidade do software utilizado. Com a parceria, pretende-se aperfeiçoar o algoritmo, permitindo maior aproveitamento.

Parceria com a capital

A cooperação com a Prefeitura de Porto Alegre faz parte do Sistema de Segurança Integrada com Municípios do Rio Grande do Sul (SIM/RS). Lançado em 6 de abril, o sistema teve na capital gaúcha o seu primeiro parceiro em acordo firmado em fevereiro pelo secretário Cezar Schirmer e o prefeito Nelson Marchezan Jr..

Desde então, o grupo de trabalho multissetorial elabora e executa ações conjuntas. Entre os avanços obtidos, destacam-se a integração em radiocomunicação, o alinhamento operacional do policiamento ostensivo, a viabilização da reforma da frota da Brigada Militar, com mobilização do município, e o projeto-piloto do cercamento eletrônico.

O SIM/RS

A participação ocorre através de assinatura de termo de cooperação. O documento estabelece obrigações mútuas do Estado e dos parceiros. No entanto, a adesão ao sistema não é padrão: é construída com base na estrutura disponível do Estado e do município ou instituição proponente, com o intuito de explorar ao máximo a capacidade operacional dos agentes envolvidos.

A adesão permite integração de sistemas, compartilhamento de infraestruturas tecnologias, troca de informações voltadas ao combate da criminalidade, construção de doutrina única de capacitação e qualificação dos agentes da Segurança Pública, adoção de políticas antidrogadição e reinserção de apenados na sociedade.

Texto: Ascom RS