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Clima atípico para o outono prejudica pastagens no Rio Grande do Sul

O outono teve uma sequência de semanas de temperaturas muito baixas e de vários dias com formação de geada e períodos prolongados de baixa intensidade solar -(Foto: Rogério Fernandes/EmaterRS-Ascar)
O outono teve uma sequência de semanas de temperaturas muito baixas e de vários dias com formação de geada e períodos prolongados de baixa intensidade solar -(Foto: Rogério Fernandes/EmaterRS-Ascar)

O Rio Grande do Sul teve um outono atípico, com uma sequência de semanas de temperaturas muito baixas e de vários dias com formação de geada e períodos prolongados de baixa intensidade solar, condições climáticas que trouxeram efeitos negativos às pastagens.

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater nessa semana, o campo nativo apresenta aspecto mais fibroso, com redução da taxa de crescimento de forragem e diminuição da qualidade, devido à queda das temperaturas e à formação de geadas em alguns locais, o que provoca o crestamento das pastagens e compromete a digestibilidade.

“A partir dessa época é importante o fornecimento de sal proteinado aos animais, para suprir a deficiência nutricional, resultante da redução da qualidade das espécies forrageiras do campo nativo”, orienta o diretor-técnico da Emater, Lino Moura.

As condições climáticas no momento são desfavoráveis para as pastagens cultivadas de inverno que estão se desenvolvendo lentamente. “A expectativa de uma sequência de dias ensolarados, se confirmada, proporcionará um quadro melhor, com o aumento da taxa de crescimento das pastagens. Em várias regiões, o excesso de chuvas também trouxe alguns transtornos durante a fase de plantio”, salienta Moura.

As pastagens cultivadas de aveia e azevém implantadas no cedo estão sendo pastoreadas. Os técnicos da Emater consideram ótimo o desenvolvimento delas em função do calor e do bom regime de chuvas de março e abril. No entanto, a aveia também sofreu com as grandes geadas e teve a qualidade comprometida.

Os produtores que trabalham com integração lavoura-pecuária já estão com aveia e azevém em desenvolvimento, e em locais que o plantio aconteceu mais no cedo é possível o pastoreio. Porém, em algumas áreas, os extensionistas observam que o tempo de permanência dos animais poderá ser insuficiente para um adequado ganho de peso até a época recomendada, pelo zoneamento agrícola, para o novo plantio de soja. Em outros pontos, mesmo sem terem atingido o porte ideal, as pastagens de inverno estabelecidas estão sendo utilizadas, fato que pode comprometer o seu potencial produtivo.

Texto: Ascom Estado