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Colinas recebe Jornada dos Três Reis

Jornada remete aos presentes oferecidos dos Três Reis ao Menino Jesus, sendo ouro, incenso e mirra (Foto: Divulgação)
Jornada remete aos presentes oferecidos dos Três Reis ao Menino Jesus, sendo ouro, incenso e mirra (Foto: Divulgação)

A história do rei mago Melchior será contada neste sábado, dia 16 de dezembro, em Colinas, terceiro município a receber a Jornada dos Três Reis. A programação inicia às 17h com Café da Colônia servido até às 20h pela Casa do Artesão, na Casa da OASE.

Após, às 20h, tem início a programação da Praça dos Pássaros, onde terá apresentação da Orquestra Municipal e as boas-vindas. A partir das 20h45min inicia a apresentação do Coral da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Ipiranga, às 21h do Coral Vocalize – Univates e a partir das 21h30min do Centro Cultural Morgenstern. O encerramento, pro volta das 22h, será marcado por show pirotécnico.

Passaporte

A Jornada já passou por Bom Retiro do Sul e Imigrante. Em cada cidade é entregue um passaporte. Aqueles que foram para as duas anteriores devem levar o recebido. Quem completar quatro carimbos (Bom Retiro do Sul, Imigrante, Colinas e Estrela) concorre a prêmios no dia 6 de janeiro. Além disso, o evento propõe a troca de uma lembrança com o Rei Melchior mediante doação de um quilo de alimento não perecível ou um brinquedo novo/usado. O evento gratuito e é uma parceria entre as prefeituras, com apoio da Associação. A programação encerra dia 25 em Estrela, com a encenação do nascimento de Jesus Cristo. Mais informações no site www.jornadadostreisreis.com.br.

Saiba mais

A tradição dos Três Reis Magos remonta ao nascimento de Jesus. As referências a este episódio nos Evangelhos é muito vaga, não se sabe quantos seriam estes personagens que visitaram a Criança assim que Ela nasceu, evento que consta no Evangelho de Mateus. Não se sabe com certeza nem mesmo se eram reis, há pesquisadores que acreditam ser eles sacerdotes seguidores de Zaratustra, da Pérsia, ou seus conselheiros. Supõe-se que eram três pelo número de presentes oferecidos ao Mestre. Seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Eles ganharam estas denominações cerca de oitocentos anos após o nascimento do Messias.

Os reis fizeram uma longa viagem até a manjedoura, lá chegando apenas no dia seis de janeiro, daí o Dia de Reis ser comemorado nesta data. Narra a tradição que eles seguiram a estrela que lhes indicava a localização exata de Jesus, e também que eles teriam oferecido ao Menino ouro, incenso e mirra, o primeiro simbolizando a realeza de Jesus; o segundo, a sua Natureza Divina, a fé, já que o incenso era muito usado nos templos para representar as preces que seguem do Homem para Deus; e o terceiro, a imortalidade e a alusão à sua futura morte no martírio, pois a mirra era muito utilizada para a preparação dos cadáveres, com o propósito de conservá-los infinitamente. Ela foi usada também no corpo de Jesus após a Crucificação. Destes magos e de seus gestos herdamos a tradição de dar presentes uns aos outros no Natal.

Não há provas históricas da existência desses Reis e no próprio Evangelho são citados apenas por Mateus. Talvez eles sejam apenas um símbolo, uma metáfora da legitimação de Jesus por todos os povos da Terra. O que importa, porém, é que a tradição permanece viva, inclusive através da popular Folia de Reis – festa de origem portuguesa que relembra anualmente a visita dos Reis Magos a Jesus. Em alguns países essa comemoração tornou-se mais importante que o próprio Natal. No Brasil, grupos de pessoas vestidas a caráter visitam algumas casas tocando músicas que glorificam o nascimento do Menino Jesus e a visitação dos Santos Reis. As festas, que se iniciam próximo ao Natal, são encerradas no dia seis de janeiro, quando se comemora o Dia de Reis.

Texto: Ascom Colinas