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Com inspiração na Era Medieval e Vitoriana, vestidos das soberana possuem detalhes exclusivos

Inspirado na Era Medieval e Vitoriana, o novo traje é acompanhado de 21 peças (Foto: Matheus Prates)

As soberanas são mulheres que exercem o governo supremo de um Estado monárquico. Atualmente, no contexto local, elas têm o papel de representar o município ou um festival por todo o estado, levando simpatia e afetividade a todos.

Durante seu encargo na Corte de Teutônia, a rainha Gabriela Lerner Costa e as princesas Maiara Datsch e Adriane Redecker representarão o município com novos trajes, desenhados pela estilista Iôlany Haberkamp e confeccionados pela empresa Rewil Trajes, de Imigrante.

De acordo com Iôlany, para a criação dos vestidos foi necessário muito estudo e pesquisa, com o intuito de incluir características da cidade, personalidade de cada soberana, os trajes antecessores, moda, conforto, qualidade e requinte.

Os detalhes para a modelagem, cores, bordados e volumes, foram inspirados nos grupos de corais que são fortemente ativos no município. O vestido é em veludo brocado azul, tecido é superior do qual foi utilizado pela Corte anterior, o que traz uma durabilidade maior. O valor pago, por cada um, foi de R$ 4.580,40.

Inspirado na Era Medieval e Vitoriana, o novo traje é acompanhado de 21 peças. Nele está incluso: três blusas de tecido branco, com renda de guipir saindo do decote e mangas, no valor unitário de R$ 367,00; três saias de armação em tecido de filó e organza, no valor de R$ 567,60 cada; três pares de mangas removíveis em veludo azul brocado bordado em fio de seda dourado e pedrarias, forro de tecido acetinado dourado, no valor de R$682,30 cada; três capas em pele, forro acetinado amarelo ouro, broche grande com pedrarias para fechamento frontal, pelo valor unitário de R$ 805,00; três blusas básicas de renda com elastano, manga longa, fechamento de metais com strass, por R$ 269,60 cada; três blusas de renda com mangas amplas de renda com elastano, mangas amplas dois godês, pelo valor unitário de R$ 695,30; e três capas de proteção para vestidos em material TNT grosso, de cor preta, por R$ 53,00 cada.

Além disso, em todo o traje há pedrarias, que foram bordadas uma a uma, a mão, tornando o trabalho feito pela empresa Rewil Trajes exclusivo, o que demandou mais tempo e gerou mais custos. Estas pedrarias podem ser encontradas na barra larga da saia, que é bordada com fio de seda dourado, nas costas, na parte da frente com aplicações de correntes de metal, correntes e broches, na borda da manga curta, broche e pingente no centro da borda, e no cós. “Nesta época também se usava espartilho e várias camadas de anágua. Eram tantas camadas que os vestidos chegavam a pesar no mínimo 15 quilos. Claro que estes vestidos não poderiam pesar isto, mas digamos que não ficaram leves não”, esclarece Iôlany.

A estilista ressaltou ainda que a Era Medieval e Vitoriana, da qual surgiu a inspiração, era considerada uma das mais ricas na indumentária. “Para isso utilizamos os metais e cristais na parte do busto, com bastante dourado e pedrarias, para dar a elas a beleza de uma princesa, a força de uma rainha e a elegância que uma soberana precisa ter”, enalteceu.

Diferente das Cortes anteriores que, tinham como garantia apenas um ano, os novos vestidos têm garantia mínima de dois anos, caso apresente algum defeito. Nos últimos quatro anos, as rainhas tinham o vestido diferente das princesas, o que os tornavam mais baratos, se comparados com as soberanas que representam a nova Corte hoje, já que as três têm exatamente o mesmo traje. O total pago foi de R$ 24.060,00 e nele está incluso, além dos vestidos e todas as peças, as despesas com locomoção, despesas com funcionários, encargos sociais, deslocamentos, impostos, taxas e demais tributos incidentes na contratação do serviço. Vale ressaltar que esta foi a proposta que apresentou o menor valor.

Texto: Ascom Teutônia