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“Como identificar o meu sentimento com meu trabalho” por Carolina Sofia

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Carolina Sofia (Foto: Divulgação)

Muitas pessoas hoje em dia não se sentem satisfeitas com o que fazem ou felizes com seu contexto de trabalho. Nem sempre a culpa é do ambiente em si, pode estar ligada a escolhas, local, colegas, horários e outros sentimentos mais que implicam diretamente em como nos sentimos enquanto trabalhamos. É bem importante atentar para essas questões, pois a maioria das pessoas passa muito mais tempo em seu ambiente de trabalho do que em casa, ou com lazer. Alguns fazem do trabalho um hobbie e se sentem muito bem, mas para quem ainda não se encontrou procure pesar as coisas na balança. Alguns sintomas de que possa não estar indo bem:

– Domingo é um dia ruim, pois amanhã é segunda-feira. Há muitos que não gostam do domingo, pensam ser um dia bem parado e sem graça. Esse sentimento normalmente vem acompanhado da antecipação do mal estar pelo início de uma nova semana útil. Há muitos que apenas não se sentem bem na segunda, mas alguns já no domingo começam a ficar tristes e preocupados lembrando que, daqui a pouco, será segunda-feira, dia de acordar cedo, enfrentar trânsito e  trabalhar.

Os menos ansiosos conseguem aproveitar bem o domingo, mas não escapam dessa sensação de desconforto na segunda-feira. Importante pesar se você lamenta o início de uma semana de trabalho, é o porque de fato isso está acontecendo. Há uma grande possibilidade de uma resistência interna com relação a algo que ocorre em seu trabalho ou por estar de fato infeliz com o que faz.

– Pensar e fazer planos para fazer o que gosta quando me aposentar. Alguns profissionais podem se pegar pensando e planejando e vislumbrando o futuro como algo mágico, um tempo para a felicidade. Até ouvimos de gente próxima frases como “quando eu me aposentar, vou abrir um negócio, morar na praia, fazer o que gosto”. Muitas pessoas vivem nesta ilusão e neste mundo de sonho e acabam deixando a vida escapar sem fazer o que desejam agora. Nunca é tarde para ser feliz, mas às vezes este ser feliz exige algumas rupturas e mudanças. Como não podemos prever o amanhã é importante que possamos viver com tudo o que temos o hoje e buscar hoje a nossa realização.

– Eu faço o que me paga bem e assim se troca a felicidade por dinheiro. Muitas vezes se identifica o profissional que está insatisfeito com algo no trabalho e o tem só pela questão financeira, reclamando por um salário maior. Acontece muito isso, mas quase não percebemos, ou confundimos a motivação com o salário. A parte financeira também é importante, está ligada ao bem estar, conforto, aquisição de bens, etc… mas ela não pode ser a única coisa que mantém o profissional em sua profissão, pois isso indica que algo não está muito bem. Se sentir-se identificado com isso é importante também pensar como está a sua relação com o trabalho e se ele te traz alguma satisfação além da garantia das contas pagas.

Sobre tudo entendemos que para a realização no trabalho é essencial a motivação, companheirismo, prazer e para alguns ainda conta muito a liberdade para pensar. Nosso trabalho não precisa ser agradável sempre, dificuldades, adaptações e problemas vão existir, mas a sensação de bem estar deve ser maior do que a de peso, angústia, opressão e tristeza.

Carol Sofia é Psicóloga e Especialista em Gestão e Docência de Ensino Superior.