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Cooperativa escolar do interior de Estrela comemora resultados

A produção ocorre em oficinas, realizadas no turno inverso ao escolar (Foto: Emef Arnaldo José Diel/Divugação)

Em sua segunda temporada em Estrela, o programa Cooperativas Escolares atinge novos patamares no município e começa a mudar a rotina de alguns alunos. Participante desde o ano passado, a Cooperdiel, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Arnaldo José Diel, avança agora na produção e venda de barras de sabão ecológico, produto que já ajuda na rotina da escola e chega às casas de familiares de alunos e moradores da comunidade de Linha Lenz.

O programa Cooperativas Escolares é uma parceria de cooperação entre Governo de Estrela e a Sicredi Ouro Branco, que visa a formação de jovens líderes e grupos cooperativistas. Em 2018 envolve oito escolas e mais de cem alunos em encontros de formação mensais. A Cooperdiel, é uma das cinco cooperativas que participaram já da primeira temporada do programa. Fundada em 18 de outubro de 2017, então com 26 associados, conta hoje com mais de 45, coordenados pela professora Adelaide Hagemann. Sempre teve o sabão ecológico, em barra, com essência de citronela, como objeto de aprendizagem. Em seu segundo ano, passou a ampliar a prática dos estudos e focou no processo de produção e vendas das barras, atualmente vendidas a R$ 2,20 a unidade.

A Cooperdiel só gasta com parte da matéria-prima: a soda e o álcool. O sebo utilizado é doado por um casal, pais de aluno, e a gordura (azeite e banha), que antes seria descartada pela escola, agora é reutilizada. Caixas descartáveis de leite, suco e outros itens também viram ferramentas. A produção ocorre em oficinas, realizadas no turno inverso ao escolar. A primeira delas foi realizada com membros da diretoria da cooperativa estudantil. Outras duas também com a presença de seus sócios, numa forma de difundir a receita. Em três remessas já foram produzidas mais de 130 barras. As últimas unidades de maio estão quase esgotadas. Uma nova oficina de produção deve ocorrer em julho.

Glaci da Luz (53) é mãe de uma das estudantes da cooperativa. É ela que, quando tem, doa o sebo para a produção. “Fico feliz em poder ajudar. Antes eu mesmo produzia o sabão para consumo aqui em casa. Agora compro deles. Produz bastante espuma. É muito bom. Assim também ajudo a escola de minha filha. Mais podiam fazer o mesmo”, diz a dona de casa. Os resultados são comemorados de fato. Conforme a diretora Ligia Inês Lohmann, tanto pela questão educacional como também pelos resultados práticos. “São muitos os ensinamentos que, em cima de uma proposta, geram conhecimentos paralelos e experiências nas mais diversas áreas, das econômicas às de relacionamento”, diz. “Na última entrega de boletins já foram muitos os pais que vieram pedir por mais barras de sabão ou que queriam conhecer o produto”, revela. Os valores obtidos com a venda do sabão são revertidos para um fundo da Cooperdiel, que atende a critérios técnicos e legais próprios quanto aos futuros gastos e investimentos.

Saiba mais

A iniciativa das cooperativas escolares visa a criação de associações de estudantes. Estas têm finalidade educativa, nas quais alunos são incentivados a desenvolver atividades econômicas, sociais e culturais em benefício dos jovens associados. Também trabalham a formação de futuros líderes, gestores, empreendedores e cidadãos. Através destas organizações os estudantes vivenciam princípios do cooperativismo, participam do desenvolvimento de projetos, oficinas e trabalham disciplinas como gestão, educação financeira, cooperativismo e outras. A adesão das escolas é voluntária e as cooperativas devem ser formadas somente por alunos. Estes terão suporte pedagógico para a implantação e desenvolvimento do programa e um professor orientador. O Estado conta hoje com mais de cem unidades.

Texto: Ascom Estrela