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CRCRS alerta contadores sobre riscos da atividade profissional

Fórum de Fiscalização Preventiva em Lajeado reuniu os profissionais na sede do Sincovat (Foto:  Simone Rockenbach)
Fórum de Fiscalização Preventiva em Lajeado reuniu os profissionais na sede do Sincovat (Foto: Simone Rockenbach)

O Conselho Regional de Contabilidade do RS (CRCRS) dá sequência à agenda do Fórum de Fiscalização Preventiva. Na terça-feira (04), o evento ocorreu em Teutônia na parte da manhã, Encantado à tarde e Lajeado à noite. Em Estrela, realizou-se hoje pela manhã. A atividade busca alertar sobre riscos da atividade e evitar erros no exercício da profissão.

O trabalho desenvolvido pelo órgão estadual se baseia no que é verificado pelo CRCRS nas visitas de fiscalização e nas principais falhas evidenciadas. O vice-presidente de Relações com os Profissionais do CRCRS Celso Luft explicou que a conduta correta se tornou ainda mais necessária diante dos cruzamentos de informações dos órgãos públicos oficiais, da própria nova sistemática de fiscalização do CRCRS e da Decore Eletrônica. “Além disso, passamos a ser demandados pelos órgãos oficiais, como Polícia Federal e Ministério Público, para repasse de informações”, observou.

As penalidades partem de advertências até a cassação do exercício da profissão por cinco anos, essa aplicada aos casos comprovados de apropriação indevida de valores de clientes. A transgressão integra a lista das principais infrações, junto com Decore sem base legal, falta de escrituração contábil, inexistência de contratos de prestação de serviços, incapacidade técnica e inexecução de serviços.

Luft também orientou para a providencial mudança de estratégia dos escritórios de contabilidade. “É preciso rever processos e cuidar inclusive dos clientes pequenos, conhecendo melhor suas realidades”, disse. Ele chamou a atenção para riscos como as operações de “reorganização” de empresas e a tomada de decisões em nome do cliente. Destacou o controle do governo federal sobre as informações, como através do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), e o uso das redes sociais para identificar ou comprovar atos ilícitos.

Texto: Ascom CRCRS