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Eduardo Shinyashiki conduz palestra magna no Fórum de Conhecimento Unimed

Dinâmica com escada ilustrou a diferença de cenário para as gerações (Foto: Divulgação)
Dinâmica com escada ilustrou a diferença de cenário para as gerações (Foto: Divulgação)

Mais de 200 convidados assistiram Eduardo Shinyashiki, na quarta-feira (21), no Fórum de Conhecimento Unimed. O evento foi realizado nos auditórios da sede da cooperativa médica, em Lajeado. Responsável pela palestra magna, o mestre em neuropsicologia, escritor e conferencista internacional explanou sobre o tema “Estratégias vencedoras – atitudes e ações que transformam desafios em conquistas”.

Shinyashiki começou explicando que, do nascimento até os dois anos de idade, os 86 bilhões de neurônios do ser humano poderão se ligar em sinapses, proporcionando infinitas descobertas. “Nesta fase, estamos 100% abertos para experimentar a vida”, sublinhou ele. Mas dos 2 aos 17 anos, quando as pessoas moldam seus hábitos e vícios, vão se acomodando e usam somente 50% dessas possibilidades. Já na idade adulta, o aproveitamento se reduz a apenas 10%.

“Pense que você está em uma mata. Abriu uma picada, fez uma trilha e está percorrendo sempre o mesmo caminho. Se você percorre o caminho da timidez, por exemplo, ficará preso a essa autoimagem e alimentará a crença de que é tímido”, ilustrou o palestrante. Segundo ele, a falta de ousadia e inovação também reside no modo como as pessoas encaram as situações. Geralmente questionam: “se eu fizer isso, o que os outros vão pensar e falar de mim?”. Quando, na verdade, deveriam focar no resultado e se perguntar: “o que eu quero que pensem e falem de mim?”.

No entender do palestrante, o primeiro passo para o sucesso é o reconhecimento da imperfeição. “Quanto mais rápido você aceitar que não é perfeito, mais rápido vai buscar o seu aprimoramento. Pergunte-se: quais são meus pontos fracos? Quais são as situações sobre as quais não tenho domínio? Dessa forma, vai se culpar e se punir menos e poderá vislumbrar mais claramente os pontos que precisa melhorar.”

Em uma abordagem sobre o cenário atual, Shinyashiki fez uma dinâmica com uma escada. Disse que na geração de seu pai, marcada por tempo e paciência, era como se a escada estivesse apoiada na parede, com subida degrau por degrau. Hoje, com a quebra de paradigmas, é como se ela estive totalmente sem apoio. Por isso convocou voluntários da plateia para que a segurassem. Assim pode então subir. “Precisamos saber envolver pessoas para nos mantermos no topo. Valorize quem está ali embaixo, torcendo por você”, salientou o conferencista.

Programação

Na abertura da programação, o presidente da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP), médico Aldo Pricladnitzki, destacou a importância da inovação em um cenário de incertezas e relatou que a cooperativa vem buscando novas alternativas e oportunidades. Lembrou que este ano foi inaugurado o Espaço AIS – Atenção Integral à Saúde, oferecendo à comunidade um novo modelo de cuidado, prestado por um médico de referência, que acompanha o indivíduo ao longo da vida, promove a saúde física e emocional e orienta para a prevenção de doenças.

Durante o fórum, antes da palestra magna, foram realizados três painéis simultâneos: “Inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD’s) na prática”, “Gestão por projetos” e “Como minimizar os impactos das ações trabalhistas”. Na sequência dos painéis, os participantes puderam prestigiar uma apresentação da Orquestra Escolar do Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, sob a regência do professor Éderson Drebes. Ao final do evento, receberam um marcador de página produzido por alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lajeado.

Texto: Ascom Unimed