Artigos - Desenvolvimento Rural

“Educação e Promoção da Saúde do Meio Rural” por Andreza Girelli

Eduardo, Andreza e Higor da Emater de Encantado (Foto: Elisangela Favaretto)
Eduardo, Andreza e Higor. Técnicos da Emater de Encantado (Foto: Elisangela Favaretto)

Nesta época do ano, em que temos a combinação de calor e umidade, a proliferação do mosquito Aedes aegypti ocorre com mais intensidade.

O A. aegypti é um mosquito pequeno, mede cerca de 1cm, é preto ou marrom com manchas brancas nas patas e no corpo, ataca preferencialmente no início da manhã e no final da tarde, prefere a sombra e não emite som audível pelo ser humano, sendo ele transmissor de doenças muito perigosas como:

DENGUE:
A manifestação mais característica da dengue é febre alta, acompanhada de dor de cabeça, normalmente localizada atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações. Eventualmente surgem manchas pelo corpo, assim como dor abdominal e enjoo.

FEBRE CHIKUNGUNYA
As manifestações mais características dessa doença são dor e inchaço nas articulações com febre alta. A dor pode ser tão forte a ponto de impedir a movimentação. Eventualmente podem aparecer manchas pelo corpo e outros sintomas semelhantes à dengue, mas sem tosse ou coriza.

ZIKA VÍRUS
A manifestação mais comum são lesões vermelhas pela pele, acompanhadas de febre, olhos vermelhos que podem ter secreção, mas sem pus. Comparada à dengue, a manifestação da Zika é mais branda. Assim como todos os quadros virais, a febre Zika pode apresentar dores pelo corpo, cansaço, dor articular, dor abdominal e náuseas.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, até 31 de dezembro de 2016, dos 497 municípios gaúchos, 211 estão infestados pelo Aedes aegypti, o que representa 42,4% do território atingido pelo mosquito. Foram confirmados 2.437 casos de dengue, 70 casos de Febre Chikungunya e 85 casos de Zika Vírus.

O mosquito é característico de área urbana, mas isso não significa que o no meio rural não haja sua presença, pois ele pode voar num raio de até um quilômetro, e seus ovos, que são depositados em locais com água parada (onde o mosquito se reproduz), podem resistir por até 450 dias.

O mosquito tem quatro fases de vida: ovo, larva, pupa e adulto, seu ciclo completo (do ovo até a fase adulta) demora cerca de 8 a 10 dias, podendo um único mosquito gerar até 1500 novos mosquitos. No momento da postura os ovos são brancos, mas, rapidamente adquirem a cor negra brilhante.

Para evitar o acúmulo de água parada, são necessárias algumas medidas de prevenção:
– Manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada;
– Remover folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
– Não deixar água acumulada sobre a laje;
– Lavar semanalmente por dentro e com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água;
– Manter bem fechados tonéis de armazenamento de água;
– Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de plantas;
– Se tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso, principalmente por dentro, com escova e sabão pelo menos uma vez por semana;
– Guardar as garrafas sempre de cabeça para baixo;
– Guardar pneus ao abrigo da chuva e sem acúmulo de água;
– Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;
– Não jogar lixo em terrenos baldios

As ações desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar na área de educação e promoção da saúde são fundamentais para prevenir doenças, principalmente no meio rural, garantindo assim o direito à saúde e o bem-estar físico e mental das famílias.

REFERÊNCIA:

TEIXEIRA, E. M. R.; SAIS, R. Informativo. Ano 3, nº1, Lajeado/RS. 1 de janeiro de 2017. 3p.
Andreza Girelli
Extensionista Rural Social
Emater/RS-Ascar
Escritório Municipal de Encantado/RS