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Em pleno 2019 vale a pena investir no mercado imobiliário? – por Maria Carol

O mercado imobiliário ainda é uma das principais opções de investimento na mente do brasileiro. Independente das crises, essa sempre parece ser uma boa opção, mais palpável e inserida no contexto das possibilidades de ganhar um pouco mais de dinheiro para manter o padrão de vida ou melhorá-lo.

Muitas pessoas ainda são criticadas por buscar investimentos, e a falta de conhecimento geral faz com que 58% dos brasileiros não tenha nenhum tipo de produto ou reserva investida. Fato é que a melhor maneira de cuidar de seu dinheiro e fazê-lo render é um bom investimento, e isso é possível.

Porém, com tantas opções e modalidades para se investir certas quantias, será mesmo que o mercado imobiliário ainda é uma boa escolha, mesmo após tantos anos na frente no ranking?

Segundo a Coordenadoria de Projetos Imobiliários da FGV, sim. Após 2018, o mercado deve sair da retração insistente dos últimos cinco anos. Sendo assim, 2019 é, em seis anos, o melhor momento para garantir bons investimentos no mercado.

Em adição a isso, lançamentos não irão faltar para aquecer o mercado. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), só no início de 2018, já foram lançados prometidos 30,1% novos empreendimentos a mais do que no mesmo período de 2017. E as vendas também aumentaram mais de 20%.

Afinal, por que vale a pena investir no mercado?

Além da positividade que ronda o mercado imobiliário, diversas condições parecem estar favoráveis à compra de imóveis para investimento. Até o financiamento, que antes era um grande desafio para os investidores, está facilitado em 2019.

Isso porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou algumas medidas que entrarão em vigor ainda neste ano. Entre elas, por exemplo, está a obrigatoriedade da reserva de 65% dos recursos de poupança para financiamento imobiliário, sendo que 80% pode ser oferecido em linhas de crédito.

Outro ponto é o valor dos imóveis que podem ser adquiridos pelo SFH e FGTS para R$ 1,5 milhão. Isso sem falar na redução da Selic pelo Governo Federal, com o objetivo de tirar o país da crise. O cenário não poderia estar melhor.

O Minha Casa, Minha Vida também foi influenciado pelas mudanças, e hoje contempla famílias que ganham até 9 mil reais. Com isso, o preço dos imóveis que podem ser adquiridos por meio do programa também aumentou — ótima oportunidade para investidores revenderem seus bens com mais facilidade por preços justos.

Uma opção muito explorada, também, é a compra de imóveis para aluguel, como explicado nos textos deste blog. Além de ser um investimento que sempre gerará demanda, pois tanto pessoas precisam de um lugar para morar quanto, no caso de imóveis comerciais, empresas precisam se estabelecer, a valorização gerada pelo baixo número de imóveis disponíveis pode aumentar os preços.

Fundos imobiliários

Para quem não quer investir diretamente na aquisição de um imóvel, os fundos imobiliários podem ser uma boa ideia. Porém, os riscos são maiores e os ganhos, provavelmente menores na maioria dos casos.

A grande vantagem é a possibilidade de ter uma boa renda disponível advinda de um aluguel, por exemplo, por meio de um investimento mais baixo. Entretanto, há o risco de o imóvel ficar vazio e ninguém do grupo investidor receber mais o aluguel, ou até mesmo de haver algum tipo de problema no mercado que gere uma desvalorização excessiva, que comprometeria diretamente o valor do bem em que se investiu.

Vale a pena para quem não pode adquirir um imóvel por financiamento, mas é arriscado manter os fundos como a única modalidade de investimento, pois é totalmente instável e incerta diante das oscilações do mercado.

 

Maria Carol