Artigos - Educação

“Endividamento das famílias, educação financeira e o seu sonho” – por Luciano Fontana

Luciano Fontana (Foto: Divulgação)
Luciano Fontana (Foto: Divulgação)

Dados do SPC Brasil apontam que, até o final de julho deste ano, 59,4 milhões de pessoas físicas no País estavam cadastradas em algum sistema de proteção ao crédito. Na região Sul, são 7,8 milhões de pessoas negativadas, ou seja, 35,1% da população. Algumas causas são apontadas para um número tão grande de inadimplentes, mas eu gostaria de falar de uma em específico: a falta de EDUCAÇÃO FINANCEIRA do consumidor.

Tive a oportunidade de vivenciar o mercado econômico antes do plano Real (1994). Vivíamos, no final da década de 80, início dos anos 90, com uma hiperinflação que batia nos 80% ao mês, com remarcação dos preços todos os dias, e às vezes, mais de uma vez ao dia, onde o dinheiro que você ganhava hoje, amanhã já valia muito menos. Havia até uma operação financeira chamada “overnight”, que os bancos disponibilizavam, a qual consistia em aplicar o dinheiro que existia em conta corrente, de um dia para o outro, rendendo juros, ou melhor, para que ele não se desvalorizasse tanto.

Naquela época, era preciso consumir e estocar mercadorias, caso contrário seu dinheiro seria pulverizado pela inflação. Acredito que estes fatos influenciaram muitas pessoas que viveram naquela época a gastar o seu dinheiro sem fazer um planejamento financeiro.

Fazendo uma reflexão sobre os dias atuais, não é segredo para ninguém que vivemos num mundo regido por uma cultura consumista, onde o marketing das empresas e as mídias propagadas pelos meios de comunicação estão a todo momento tentado influenciar o consumidor na sua decisão de compra. Que o consumo, a aquisição de bens, que uma roupa nova, um jantar em um local novo e diferente, ou uma viagem para aquele lugar que você sempre sonhou nos traz momentos de satisfação e prazer, todos nós sabemos.

O que por hora esquecemos, é que se consumirmos isso de uma forma desordenada e não planejada, o que seria motivo de satisfação, logo se torna motivo de culpa, frustração e decepção. Se não organizarmos e planejarmos as nossas finanças acabaremos tendo mais dor de cabeça do que satisfação e prazer.

A Educação financeira é algo que deveríamos praticar o mais cedo possível em nossa vida, pois ela nos traz benefícios a longo prazo, como, viver com menos preocupação e mais qualidade de vida, ter prazer em consumir sem aquele sentimento de culpa, poder planejar o nosso futuro e das pessoas com quem convivemos.

Penso que para termos uma educação financeira eficaz precisamos trabalhar o nosso comportamento e nossos paradigmas. Precisamos ter um objetivo financeiro definido e saber quais são os nossos sonhos que queremos transformar em realidade. E sobre isso quero conversar com vocês no próximo artigo: quais os hábitos que devemos adotar para termos uma educação financeira eficaz.

Se você concorda, discorda ou tem uma opinião diferente, ou quiser compartilhar seus objetivos e sonhos, mande um e-mail para luciano@lumeoline.com.br. Terei o prazer em lhe responder e trocar novas ideias. Um forte abraço e até a próxima.

Luciano Fontana
Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS (2005); Formado em Gestão e Liderança pela Escola de Executivos e Negócios do Instituto Albuquerque (2010); Formado em Professional and Self Coaching, Leader Coach e Analista Comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching – IBC, com quatro certificações internacionais (Behavioral Coaching Institute – BCI, International Association of Coaching – IAC, European Coaching Association – ECA e Global Coaching Community – GCC (2012)). Pós Graduado em Gestão Educacional pela UNISEB (2015). Empresário e Sócio – Fundador da Lume Centro de Educação Profissional, com experiência de mais de 11 anos atuando nas áreas de Liderança, Gestão de Pessoas e Equipes, Vendas, Administração e Finanças. Com mais de 700 horas em cursos e treinamentos de aperfeiçoamento comportamental e profissional.