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Estado ganha quarto condomínio leiteiro com ordenha robotizada

Condomínio Leiteiro Botucaraí tem capacidade para alojar 262 vacas e produzir 6,3 mil litros/dia de leite (Foto: Divulgação/SDR)
Condomínio Leiteiro Botucaraí tem capacidade para alojar 262 vacas e produzir 6,3 mil litros/dia de leite (Foto: Divulgação/SDR)

O Rio Grande do Sul agora conta com quatro empreendimentos cooperativos que reúnem pequenos produtores de leite em associações com ordenha robotizada. Inaugurado em Candelária na quinta-feira (27), o Condomínio Leiteiro Botucaraí foi construído pela Dália Alimentos em parceria com a prefeitura. Com investimento de R$ 5,5 milhões, a associação tem capacidade para alojar 262 vacas e produzir 6,3 mil litros/dia de leite.

Na inauguração, o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcisio Minetto, afirmou que o governo do Estado reconhece a importância do cooperativismo em investir para crescer. “Isso é inteligência estratégica que gera oportunidade e agrega valor à produção”, destacou.

O condomínio de Candelária está instalado em uma área de 10 hectares adquirida pela prefeitura, com poço artesiano e rede de energia. O sistema beneficia os associados que dispõem de escassa mão de obra, propriedades pequenas, baixa escala de produção e pouca expectativa de crescimento. A associação em torno do condomínio dilui custos de produção, aumentando produtividade e renda.

Antes de abrir o condomínio Botucaraí, a Dália havia inaugurado empreendimentos semelhantes em Nova Bréscia, Roca Sales e Arroio do Meio, todos com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Cada agricultor associado é responsável pela alimentação e aquisição das vacas, ordenhadas por três robôs importados da Suécia.

Tecnologia de ponta
Segundo o presidente executivo da Dália, Carlos Alberto Freitas, a unidade é uma grande ideia de como organizar o sistema produtivo nas pequenas propriedades, melhorando a renda e a qualidade de vida dos produtores. As vacas ficam 24 horas por dia no pavilhão principal, em sistema de confinamento. A ordenha robotizada está instalada no centro do pavilhão. Ao saírem do espaço de alimentação e água, elas têm um único caminho a seguir, passando por um portão de seleção automática.

Nesse ponto, o chip de identificação que o animal tem num colar informa se está na hora de ser ordenhado. Se estiver, a vaca é direcionada à ordenha. Do contrário, retorna à área de camas. Esse sistema funciona 24 horas por dia. A média no condomínio é de 2,7 ordenhas diárias. Nas estações, os equipamentos são colocados nas vacas de forma automática.

Texto: Ascom RS