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Expodireto: Cadeia produtiva da erva-mate é destaque na 10ª edição do Fórum Florestal

Fórum integrou a programação da Expodireto (Foto: Divulgação)
Fórum integrou a programação da Expodireto (Foto: Divulgação)

Ao completar dez anos de debates e ações envolvendo a silvicultura no RS, o Fórum Florestal realizou, na manhã da quinta-feira (09), mais uma edição do evento que reuniu produtores, entidades e lideranças envolvidas com o setor. O Fórum aconteceu junto à programação da Expodireto Cotrijal 2017, em Não-Me-Toque. A temática central deste ano foi a cadeia produtiva da erva-mate.

O Fórum iniciou com a entrega da Comenda Florestal, uma homenagem às entidades que sempre apostaram na ideia de trabalhar o tema floresta tanto na Expodireto quanto na região. “Há dez anos atrás conseguimos inserir o assunto florestas nessa região, que é o centro da produção de grãos do RS. Até então isso parecia uma utopia e se tornou realidade. Essa homenagem é uma forma de agradecer as entidades que sempre apoiaram esse trabalho e colaboram para manter de pé essa ideia”, explicou o coordenador do Fórum, Ilvandro Barreto de Melo.

A Comenda Florestal foi entregue à Cotrijal, Emater/RS-Ascar, Embrapa Florestas, Câmara Setorial da Erva-Mate, Sindimate/RS, Ibramate, Sindimadeira/RS e Ageflor. Entre as autoridades que participaram do Fórum Florestal estavam, o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto, o presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, o chefe geral da Embrapa Florestas, Edson Iede, o presidente do Sindimate/RS, Álvaro Pompermayer, o presidente do Sindimadeira/RS, Serafim Quissini e o presidente do Ibramate, Valdir Zonin.

O secretário da SDR, Tarcísio Minetto, falou da erva-mate, salientando que é uma das produções mais importantes dentro das cadeias produtivas do RS. Para ele, as dificuldades existem, mas com o trabalho conjunto das entidades é possível desenvolver cada vez mais o setor. “Precisamos enxergar os desafios como oportunidades, fatores que possam contribuir para o desenvolvimento do setor, pensando no agricultor, na otimização do uso da terra, que é restrita, e na geração de renda”, afirmou Minetto.

O presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, lembrou do trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) desenvolvido pela Instituição para estimular e qualificar a atividade. Kuhn falou ainda sobre a importância do programa estadual que visa à qualidade e valorização da erva-mate, que foi tema de uma das palestras do Fórum Florestal. “Esse é o objetivo do programa, aumentar a qualidade dos produtos da erva-mate, proporcionar o aumento da renda e o fortalecimento da organização da cadeia produtiva de forma articulada às instituições públicas e privadas do Estado”, declarou o presidente.

O Programa Gaúcho para a Qualidade e Valorização da Erva-Mate, coordenado pela SDR, será executado pela Emater/RS-Ascar. As propostas que compõem o Programa foram formuladas com o apoio de instituições de todo o Estado, envolvidas com a cadeia produtiva da erva-mate. Durante o Fórum Florestal, o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, fez a apresentação do Programa, relatando os objetivos e metas esperadas através dessa ação. O lançamento oficial do Programa acontecerá no dia 21 de março, em Rio Pardo, durante a Expoagro Afubra.

Ainda no Fórum Florestal, os participantes puderam acompanhar uma palestra sobre Boas Práticas de Fabricação para erva-mate e derivados, considerando a portaria SES/RS nº 194/2016. A palestrante, Maria Aparecida Frozza, do Núcleo Estadual de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, falou sobre os impactos ao produtor, à indústria e ao consumidor.

Maria Aparecida explicou que as boas práticas são procedimentos que devem ser adotados pelos estabelecimentos industriais e comerciais a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos. Segundo ela, a portaria SES/RS nº 194/2016 tem algumas exigências que a indústria deverá cumprir, como o prazo de 18 meses para a adequação, participação no curso de 40 horas específico para boas práticas para erva-mate, além da participação do responsável pelo processamento e implantação no curso de atualização a cada quatro anos.

“O curso busca instrumentalizar uma pessoa da indústria, para que esta se aproprie dessas questões e possa implantar as boas práticas na indústria. A legislação quanto a isso já é antiga, mas o pessoal tem muita dificuldade para implantar as boas práticas, por isso o curso passou a ser uma exigência, o que ajudará a qualificar o trabalho. O objetivo não é criar dificuldades, mas é implantar controles. Essas medidas irão qualificar o produto final, manter a qualidade sanitária e dar maior segurança para o consumidor. A saúde do consumidor é o objetivo final”, enfatizou Maria Aparecida.

Ao final das palestras foi aberto um espaço para questionamentos e discussões referentes às temáticas apresentadas.