RS Rural

Extensão Rural Gaúcha tem acervo digitalizado

Extensão rural auxilia pequenos agricultores a alcançar desenvolvimento e modernização (Foto: Divulgação/Emater-RS)

A Emater/RS-Ascar e a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do RS (Fabico/Ufrgs) lançaram o Repositório Institucional da Memória Documental da Extensão Rural Gaúcha. A extensão rural tem o objetivo de orientar e levar política públicas que auxiliem o agricultor na busca pelo desenvolvimento e modernização. A digitalização resguarda um acervo de quase 63 anos de história.

Durante o lançamento nesta quinta-feira (8), no auditório da Fabico, em Porto Alegre, o presidente da Emater/RS, Iberê de Mesquita Orsi, destacou que a extensão rural é fundamental até mesmo como um conselheiro familiar. “Os instrumentos de comunicação mudaram. Antes nos comunicávamos por cartas, hoje pelo WhatsApp, mas a essência do trabalho extensionista é multiplicada pelos 2.200 servidores que atuam no estado”, afirmou.

“É um projeto inovador para a extensão, pilar da Fabico e razão de ser da Emater”, disse a diretora da Fabico, Karla Maria Müller. “Nos sentimos prestigiados por desenvolver esse projeto e agradecemos à Emater por acreditar nesse potencial”, acrescentou.

Primórdios resgatados

A Mulher na Extensão Rural do RS foi tema da palestra da aposentada Odelta Ramires Quadros ao lembrar das dificuldades enfrentadas pelos extensionistas na década de 1950. “Éramos economistas domésticas e normalistas. Foi difícil a adaptação às áreas rurais, inclusive pelas distâncias enormes e péssimas condições das estradas rurais”, conta, ao ressaltar que não era permitido às mulheres se casar.

“Ao contrário dos colegas homens, nós não podíamos nos casar, mas enfrentávamos juntos as mesmas dificuldades nas saídas a campo, carregando máquinas fotográficas, de datilografia e de costura manual, além de fogareiro a querosene e material de cozinha para as demonstrações, mas também para fazer as refeições no meio do caminho, nas estradas rurais”, descreve Odelta. Hoje com 84 anos, ela avalia que a extensão rural modificou as condições de vida no campo e levou, não só a mulher, mas a sociedade a crescer, se desenvolver e trabalhar melhor.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Emater-RS
Edição: Gonçalo Valduga/Secom