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Fórum em Teutônia discute caminhos para o manejo dos solos e da água

contou com diversas palestras e painéis discutindo temas como atributos químicos, fertilidade do solo, perdas por erosão, impactos ambientais e práticas conservacionistas (Foto: Tiago Bald)
Evento teve palestras e painéis discutindo temas como atributos químicos, fertilidade do solo, perdas por erosão, impactos ambientais e práticas conservacionistas (Foto: Tiago Bald)

Com o objetivo de discutir e apontar caminhos para o manejo dos solos e da água, melhorando a sua conservação e mantendo estes recursos vivos para a garantia de uma maior produtividade, a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Taquari (Aseat) e a Emater/RS-Ascar realizaram na quinta-feira (10), no auditório do Colégio Teutônia, em Teutônia, o 2º Fórum de Manejo de Solos.

Apoiado pelo educandário e com patrocínio das cooperativas Sicredi e Languiru, o evento contou com diversas palestras e painéis discutindo temas como atributos químicos, fertilidade do solo, perdas por erosão, impactos ambientais e práticas conservacionistas – como descompactação do solo, rotação de culturas e semeadura e plantio direto. As atividades foram ministradas por painelistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), da Emater/RS-Ascar e da Embrapa Trigo, com mediação de integrantes da Aseat.

Parte do Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água da Secretaria de Agricultura, pecuária e Irrigação (Seapi) do Governo do Estado, que visa a incentivar, fomentar e coordenar ações para a proteção e a conservação da qualidade do solo e da água, o Fórum também buscou criar, em parceria com os municípios, órgãos e entidades públicas e privadas e produtores da região, ferramentas para a aplicação prática destas ações.

“Nesse sentido, é importante que cada município seja capaz de construir políticas locais para que, em todos os cultivos e criações, sejam aplicadas técnicas adaptadas as suas realidades”, salientou, durante a abertura do Fórum, o supervisor da Emater/RS-Ascar, Álvaro Mallmann. Para Mallmann, tratar o solo como um organismo vivo é fundamental para o equilíbrio na produção de alimentos saudáveis. “É o despertar dessa consciência, aliado ao manejo adequado, que possibilitará elevar o solo e a água à sua devida importância”, ressalta.

Não é por acaso que o Governo do Estado lançou, ainda em dezembro de 2015, o já citado Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água. Por meio de seminários, campanhas, eventos, atividades de campo, ações de educação ambiental em escolas e produção de artigos de jornais, entre outros, procura-se engajar a sociedade e as diversas entidades envolvidas para a importância do tema. “É uma discussão importante, uma vez que os cuidados com o solo podem, para muitos agricultores, passar despercebidos”, observa o presidente da Aseat, Diego de Oliveira.

“Hoje em dia é muito fácil perceber os efeitos diretos e indiretos da não adoção ou abandono de técnicas de manejo adequado do solo e da água para a garantia de boas colheitas”, lembra Oliveira. Para o representante da Aseat, o revolvimento constante do solo, com degradação de matéria orgânica, uso inadequado de chorume de suínos e bovinos, além do sistema de produção de silagem sobre silagem sem manutenção de resíduos, representam um retrocesso. “Com o Fórum busca-se despertar essa consciência, para a importância desta riqueza natural”, comenta.

O evento também contou com a presença de outras lideranças, como o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli; o presidente da cooperativa Languiru, Dirceu Bayer e o professor do Colégio Teutônia, Márcio Mugge. Brandoli valorizou o trabalho em parceria entre as diversas entidades envolvidas com o Programa, reforçando a importância da reflexão sobre o tema. “Muitas vezes um trabalho com os solos, com análise e retomada de práticas conservacionistas, pode ser a porta de entrada para uma ação de assistência técnica ainda mais aprofundada junto aos agricultores”, enfatizou.

Texto: Ascom Emater