Economia Brasil RSS

Free shops devem alavancar turismo nos Municípios de fronteira

30 cidades brasileiras terão free shops (Foto: Divulgação)

Para incentivar o turismo de compras, as 30 cidades brasileiras gêmeas de cidades em países estrangeiros vizinhos poderão contar com free shops, estabelecimentos que vendem produtos livres de impostos aos turistas estrangeiros. A lei entra em vigor nesta semana, após período de regulamentação.

A Receita Federal desenvolveu um sistema próprio para controle desses estabelecimentos, com normas mais avançadas do que nas lojas que já existem em portos e aeroportos.

Para o Ministério do Turismo, a atração de turistas também deverá ampliar a oferta de empregos em outros serviços e atrativos turísticos nas regiões “gêmeas” de estrangeiras. Entre essas cidades estão: Santana do Livramento (RS), Chuí (RS), Foz do Iguaçu (PR), Oiapoque (AP), Guajará-Mirim (RO) e Ponta Porã (MS).

Atração turística

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra que os destinos utilizam, cada vez mais, as compras como forma de promover o turismo local, podendo ser essa atividade a atração principal de uma região. Os turistas internacionais merecem destaque, pois permanecem mais tempo em uma dada localidade e gastam maior volume de dinheiro que os nacionais.

Os Municípios que receberão free shops devem se preocupar em preparar a oferta turística, inclusive no que se refere a capacitação de mão-de-obra, e devem se estruturar para oferecer uma experiência de compra de qualidade e agregar experiências de roteiros diferenciados.

Em suas viagens, os turistas podem gastar um volume significativo de dinheiro por compras de lembranças ou bens prontamente disponíveis ou a preços menos acessíveis em sua região de origem. O que pode ser estimulado a partir de um incentivo econômico local que proporciona maior valor do que aquele normalmente encontrado em seu país.

Tal alternativa, normalmente, é utilizada como estratégia de desenvolvimento econômico. Nesse cenário, turistas se beneficiam de tais programas e destinos se beneficiam financeiramente, bem como podem gerar as chegadas e os gastos adicionais como resultado de compras livres de impostos.

Texto: Ascom CNM com informações do Ministério do Turismo