Meio Ambiente Encantado RSS

Fungo ocasiona morte de peixes na Lagoa da Garibaldi

Análise da água e dos peixes foi realizada na manhã desta quarta-feira (Foto: Gisele A. Feraboli)
Análise da água e dos peixes foi realizada na manhã desta quarta-feira (Foto: Gisele A. Feraboli)

Devido ao aparecimento de peixes mortos na Lagoa da Garibaldi, a Secretaria Municipal da Saúde e Meio Ambiente de Encantado buscou junto a Emater/RS-Ascar um técnico para a realização de análises para saber o motivo que está ocasionando a mortandade de peixes.

O técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Deoclésio Piccoli, esteve na manhã desta quarta-feira (6), acompanhado pela bióloga do município, Marieli Zanchett Stefenon, e a agente epidemiológica, Marina Agostini, fazendo as análises nas lagoas. O técnico, que é especialista em peixes, realizou análises de pH, turbidez, alcalinidade e temperatura da água, bem como avaliação dos peixes mortos. Conforme Piccoli, a causa da mortandade de peixes é ocasionada pelo fungo saprolegnia, este fungo pode provocar enfermidades em peixes e anfíbios. No caso dos peixes, pode provocar o aparecimento de hifas nas barbatanas. Em relação aos anfíbios, ataca sobretudo os girinos. Saprolegniose é uma doença parasitária e é causada pelo fungo saprolegnia achyla. Os peixes ficam com manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão por todo o corpo.

O técnico explicou que o fungo está no ambiente e é oportunista, ou seja, em condições favoráveis ele se prolifera e pode se desenvolver. Para Piccoli a mudança de temperatura ocasionou a proliferação deste fungo, levando em consideração que o pH da água, assim como a turbidez, a alcalinidade e a temperatura foram consideradas normais. “Este tipo de problema, quando ocorre, sempre é nessa época do ano devido a variação de temperatura”, explica.

Ainda segundo o técnico da Emater/RS-Ascar, irão aparecer mais peixes mortos em função da ação do fungo, sendo que ele desaparecerá conforme o aumento da temperatura e, como a Lagoa da Garibaldi tem uma grande extensão de área associada ao volume de água armazenada, não há tratamento eficiente para controlar este fungo. Em relação ao ser humano, este fungo normalmente não é prejudicial no contato com a água, porém não é recomendado o consumo de peixes das lagoas que podem estar contaminados.

Texto: Ascom Encantado