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“Gestão empresarial e meritocracia” este é o artigo desta semana de Carol Sofia

Carol SofiaA transformação das empresas desde a época da revolução industrial, no final do século XVIII, têm influenciado diretamente nas mudanças ocorridas nas sociedades desde então. O mundo contemporâneo vive um estilo de vida reflexo do que as indústrias foram desenvolvendo ao longo dos anos e do que se esperava dos empregados.

Assim, com a evolução das atividades laborais foram surgindo outras instituições como a escola, grandes hospitais, serviços de assistência social e mais algumas para dar aporte ao crescimento das sociedades industriais. Conseqüência também foi o êxodo rural, com famílias inteiras buscando uma vida mais citadina deixando a vida no campo para trás a fim de trabalhar em grandes fábricas. E como a sociedade modificou-se para atender a manufatura, o nível profissional também se desenvolveu, e como fruto disso, as formas de gestão fabril do mesmo modo sofreram alterações.

Acontece que o mundo dentro das fábricas é uma realidade à parte. Pensando na carga horária de trabalho atual, muitas pessoas ainda passam mais tempo nos postos de trabalho do que fora deles. O capital humano é que faz a grande diferença entre as organizações hoje e manter estas pessoas em sua empresa e satisfeitas com o que fazem é fundamental. Exige-se mais dos sujeitos, pois estão cada vez mais se preparando para isto. Logo a empresa precisa adequar-se aos seus trabalhadores, já que garantir apenas o salário no final do mês já não é suficiente.

Muitas empresas hoje têm adotado um sistema de gestão de pessoas por habilidades e competências. Este sistema garante que os funcionários dediquem-se mais, sejam mais competitivos e com isso possam receber uma remuneração diferenciada de acordo com seus resultados. Em um sistema basicamente meritocrático, aquele que se prepara mais, faz mais e atinge mais metas recebe pagamento melhor. Michael Young em 1961 foi a primeira pessoa a falar de meritocracia, fazendo uma crítica à sociedade da sua época que beneficiava pessoas pelo seu sobrenome e poder aquisitivo, ao invés de merecimento.

Deve-se ter um cuidado ao utilizar esta forma de gestão, pois muitas vezes o merecimento é confundido com apadrinhamento. Aí não se beneficia o funcionário pelos seus feitos, mas sim por ser amigo ou conhecido do chefe, agindo de forma injusta. Porém quando o colaborador é reconhecido por suas realizações e competências de fato, ele está inserido em uma gestão por mérito sendo ou promovido, ou através de bônus ou mesmo divisão de lucros. Se os objetivos do trabalhador forem os mesmos da companhia os dois crescem e a meritocracia atinge o seu real objetivo desenvolvendo ambos. Trabalhar em uma empresa que aplica de forma correta a meritocracia pode ser muito bom para quem almeja crescer na vida e não mede esforços para fazer tudo pelo seu trabalho.

Boa semana!!

Carol Sofia é Psicóloga e Especialista em Gestão e Docência de Ensino Superior.