Coronavírus RS Educação Destaques

Governo apresenta resultado de consulta pública e RS segue sem prazo para volta às aulas

Educação Infantil seria a última a ter os encontros retomados. Aulas estão suspensas no RS desde o dia 18 de março (Foto: Filipe Faleiro\Arquivo)

Modelo mais votado sobre aulas presenciais aponta como prioridade retomada do Ensino Médio e dos cursos técnicos

Primeiro os estudantes do Ensino Médio e de cursos técnicos. Depois dos anos finais do Fundamental. Na sequência do 1º ao 5º ano. Na quarta etapa universidade para só depois a Educação Infantil.

Esse foi o cenário de retomada das aulas mais votado pelas entidades na consulta do sistema de distanciamento na educação. Das 759 respostas válidas, 89,5% escolheram esse modelo. O Estado havia proposto quatro cenários, com diferentes estratégias sobre a retomada das atividades presenciais.

Em transmissão na tarde de ontem, o governador Eduardo Leite detalhou os resultados e também afirmou que essas sugestões farão parte da estratégia estadual. No entanto, o chefe do Piratini não apresentou data para o retorno das atividades. A tendência é que as atividades escolares permaneçam remotas até setembro.

A resposta às consultas teve a participação de entidades de 441 municípios gaúchos e foi feita do dia 3 até 17 de julho. As organizações participantes são conselhos de políticas públicas, representantes das redes de ensino, organizações sociais, redes e entidades assistenciais, sindicatos, organizações de saúde e conselhos tutelares.

Problemas

Principais dificuldades para o retorno seguro, segundo as entidades consultadas:

  • Estruturas físicas (mais banheiros e pias/torneiras);
  • Recursos humanos (professores – vários em grupo de risco, funcionários, profissionais da limpeza e monitores) das escolas estaduais são insuficientes para as medidas de prevenção necessárias;
  • Recursos financeiros para as escolas públicas (especialmente para a aquisição de materiais de limpeza e de higiene, contratação de profissionais da área e transporte);
  • Famílias em vulnerabilidade social podem não dispor de itens indispensáveis para a higiene necessária;
  • Realidades familiares diferentes (alguns precisam do retorno das escolas para que seus filhos estejam seguros, outros não querem que seus filhos voltem porque temem pela sua saúde);
  • Municípios rurais (necessidade de transporte e carga horária de professores que trabalham em municípios vizinhos);
  • Inverno, frio, chuva e umidade (dificuldade de ventilação dos espaços);

Sugestões de saúde e prevenção

  • Testagem;
  • Inclusão do histórico de doenças respiratórias e outras doenças crônicas na ficha do alunos;
  • Presença de técnico de enfermagem na escola;
  • Implementação de Termo de Responsabilidade da Família, no qual essa se compromete a não mandar filho/a para escola se estiver com sintomas;
  • Estabelecimento quarentena de 14 dias para alunos oriundos de outros estados e/ou municípios com bandeira mais gravosa (universidades);

 

 

FONTE: A HORA