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Hobby que virou profissão: conheça Hebbink morador de Encantado que presta serviços para empresas da Holanda

Edwin iniciou na profissão como um hobby (Foto: Arquivo Pessoal)

São mais de 10 mil quilômetros que separam Edwin Hebbink de sua residência e local de trabalho. O desenvolvedor de CRM e Web encontrou, através da profissão, uma maneira de se manter próximo do país natal e sentir-se literalmente em casa. “Tudo começou como um hobby, eu me divertia criando websites, e, hoje, a paixão pela informática virou negócio”, conta.

Há 10 anos morando em Encantado, o holandês presta serviços como programação em NET C# especifico para Microsoft Dynamics 365/CRM, desenvolvimento de web e aplicativos em geral para empresas de grande porte. “Fiz muitos sites no começo e agora me especializei em MS Dynamics 365/CRM. Meu suporte é voltado para marcas como a VIVO”, explica.

Hebbink, que atua há mais de 15 anos no ramo, explica que não basta ter um bom computador, mas que é necessário se manter sempre ativo, pois a tecnologia se expande e surpreende a cada dia. “Se tu procura estar sempre atualizado consegue acompanhar as frequentes mudanças”.

Além disso, relata que o mercado de trabalho para tecnologia de informática (TI) é muito forte na Europa e EUA. “Se o profissional dominar a língua inglesa tem grandes chances de se dar bem lá fora”, enaltece.

Quando questionado sobre a importância de sua profissão, Edwin é objetivo. “Informática é tudo. Desliga a luz, um dia, em qualquer empresa e ninguém mais poderá fazer nada”, afirma.

 

Pittol afirma que o mercado de TI está super aquecido (Foto: Reprodução/Google)

Escola visa aproximar alunos e empregadores

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, ter o diferencial no currículo é um dos fatores que contribui para o crescimento na adesão aos cursos técnicos em todo o Brasil.  Entre as vantagens está o menor tempo em sala de aula, a renda de um trabalhador com diploma técnico pode aumentar em até 24% bem como o índice de empregabilidade tem chances de ultrapassar os 90%.

A fim de sempre proporcionar capacitação e qualificação de pessoas que estão em busca de aprimoramento e evolução pessoal ou profissional, neste ano, a Lume Centro de Educação Profissional (LUMECEP) de Encantado está oferecendo o curso Técnico em Informática.

Em entrevista a reportagem, o cientista da computação, Eduardo Pittol, coordenador e professor do curso, fala sobre a relevância de buscar por esta formação, quais são as perspectivas para área no futuro e como pretende abordar o conteúdo em sala de aula.

Reportagem – Qual a importância de um curso Técnico de Informática nos dias atuais?

Eduardo Pittol – Estamos vivendo uma nova era, onde o acesso à informação ficou fácil e imediato. É fácil conseguir conteúdo sobre informática, inclusive a base que será utilizada em nossas aulas. A grande importância de um curso são as conexões com colegas. E também a figura do professor que é uma pessoa com experiência e estará disponível para tirar dúvidas do conteúdo e também sobre o mercado de trabalho. Vamos preparar nossos alunos para seu primeiro emprego na área de tecnologia da informação (TI).

R – O que pretende apresentar em sala de aula?

Pittol – Nossos cursos serão uma mescla entre atividades teóricas e práticas. Ao final de cada módulo, o aluno terá desenvolvido um projeto próprio relacionado a ele. Isso inclui sites, aplicativos para smartphones e conectividade de servidores. Assim eles terão passado por uma experiência real de projetos na área de TI.

R – O que tem a dizer sobre o mercado de trabalho e inovação nesta área?

Pittol – O mercado de tecnologia da informação está super aquecido. As empresas estão sendo forçadas a entrar no mundo digital. Quem não estiver antenado para as tendências que estão sendo ditadas pela TI, vai perder espaço no mercado. E nossos alunos estarão preparados para auxiliar nessa mudança. A TI deixou de ser um departamento atirado num canto da empresa com pessoas consertando computadores.

R – Quais as projeções/ profissões do futuro?

Pittol – Um estudo feito ano passado, pela The New Work Order, estima que 60% dos jovens estão aprendendo habilidades que vão deixar de existir. Temos que ter consciência que máquinas e programas de computadores vieram para substituir o trabalho humano. A evolução disso está sendo exponencial. No futuro não vamos realizar mais tarefas e sim vamos ensinar nossos dispositivos (isso inclui aparelhos, robôs e computadores) a realizar essas tarefas por nós. E quem está a cargo de fazer isso é o profissional de TI.

R – A escola pretende manter um contato com empresas da região. Pode ser considerado um diferencial do curso pelo fato de aproximar o aluno do local que está inserido?

Pittol – Já é um dever da escola formar o aluno para o mercado de trabalho. Queremos ir um pouco além. Vamos criar uma rede com empresas de tecnologia da região para que possamos conectar os empregadores com os nossos acadêmicos. Entendendo o perfil dos nossos alunos e das vagas, poderemos fazer um match perfeito entre as duas pontas.

Texto: Portal Região dos Vales