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Interação social e educacional aumentam com presença de intérprete de Libras

Catherine, seu intérprete, seu professor, a diretora Letícia Santos e demais colegas, todos na execução de um dos sinais agora mais conhecidos: “eu te amo (Foto: Rodrigo Angeli)
Catherine, seu intérprete, seu professor, a diretora Letícia Santos e demais colegas, todos na execução de um dos sinais agora mais conhecidos: “eu te amo (Foto: Rodrigo Angeli)

A Língua Brasileira de Sinais (Libras), ou língua de sinais (gestual), é a mais popular forma de comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. Ainda assim são poucos os profissionais desta área em exercício, como também locais que oferecem este serviço exigido por lei. Pois desde maio a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Odilo Afonso Thomé, do Bairro Imigrantes, conta com o serviço de um intérprete da área. A maior beneficiada é a aluna Catherine Rodrigues (17), surda desde a nascença. “Estou adorando”, revela ela, em sinais agora mais compreensíveis de todos.

Luis Carlos Rodrigues é técnico em enfermagem. Quando trabalhou na farmácia de uma grande empresa, anos atrás,  despertou a necessidade de avanços na área. Isso porque um funcionário lhe solicitou uma medicação. “O detalhe é que ele era surdo, e foi difícil compreendê-lo. Foi um alerta para mim, e desde então procurei me informar mais sobre uma maneira de melhor me comunicar com pessoas com estas dificuldades e buscar uma posterior qualificação”, destaca Rodrigues, hoje formado pela segunda língua oficial do País (Lei 10.436/02).

“Ainda é uma área muito nova na nossa região, Estado, Brasil, enfim, mesmo já sendo uma requisição legal para locais como bancos, hospitais”, detalha o intérprete. Para a diretora da Odilo Afonso Thomé, Letícia da Silva dos Santos, são muitos os avanços e conquistas com a chegada do profissional. “De uma forma geral, além de possibilitar uma melhor compreensão por parte da aluna daquilo que ocorre ao seu redor no ambiente escolar, é uma ferramenta para também melhor a compreendermos, principalmente seus colegas e professores em geral. Trata-se de um meio de maior interação, inclusão social, onde a ajudamos inclusive no lado emocional”, destaca.

Rodrigues acompanha diariamente Catherine na sala de aula e em outras atividades. Através dos sinais com o intérprete, ela confidencia. “Está mais especial vir para a escola. Mais fácil compreender tudo, desde os assuntos como também o que querem de mim, o que está ocorrendo ao meu redor”, relata ela através de movimentos das mãos. Não é diferente no momento das atividades de Educação Física. Convidada pelas colegas de sala a formar um time, Rodrigues passa em sinais as orientações para Catherine. Ela logo responde através de gestos, e sorrisos, antes cumprir a tarefa naturalmente.

Texto: Ascom Estrela