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Londrina se inspira no tratamento de chorume do aterro sanitário de Lajeado

Vilson Bittencourt e o arquiteto Gilmar Pereira

Um vereador e um arquiteto responsável pelas questões ambientais no Município de Londrina, no Estado do Paraná, vieram especialmente a Lajeado para conhecer o o tratamento do chorume do aterro sanitário. Eles buscam uma solução prática para o tratamento do chorume do aterro sanitário deles, uma vez que recebe, diariamente, 420 toneladas de lixo. O vereador Vilson Bittencourt e o arquiteto Gilmar Pereira conheceram nesta sexta-feira, dia 08/11, os processos de tratamento do chorume do atero sanitário de Lajeado.

Segundo Pereira, foi uma satisfação saber que é possível tratar chorume de forma técnica, econômica e ambientalmente correta. “Em Londrina eles mandam o chorume para ser tratado fora do aterro sanitário. Além de ser muito caro, isso demanda uma logística complexa e pouco prática”, destaca o secretário do Meio Ambiente (Sema) de Lajeado, Luis Benoitt.

Com uma realidade bem diferente de Londrina, em Lajeado o aterro sanitário recebe diariamente cerca de 65 toneladas de lixo, porém, dispõe de um tratamento do chorume no próprio aterro, desde setembro de 2017. Benoitt explica que a planta de tratamento do poluente foi inspirada em tecnologias alemã e canadense, sendo um projeto híbrido que contempla o melhor de cada uma das tecnologias.

Como funciona

O tratamento de 50 mil litros de chorume se dá em um período de 8 a 10 horas, denominado batelada, e se divide em quatro etapas. A primeira delas consiste no stripping de amônia, ou seja, quando a amônia é removida através da aeração, evaporando para a atmosfera. A segunda etapa consiste na remoção físico química dos contaminantes sólidos por meio da decantação. Nessa etapa, se obtém a clarificação da água, que também perde o cheiro. Já a terceira etapa separa, por meio de membrana, a água limpa dos resíduos sólidos. Na quarta etapa, ocorre a prensagem do lodo proveniente das primeiras três etapas do tratamento. Ao retirar toda água do lodo, ele pode ser devolvido ao aterro sanitário e a água tratada destinada para o afluente do Arroio Saraquá.

Benoitt salienta que a planta instalada para tratamento do chorume em Lajeado é uma das poucas plantas públicas existentes em todo país. A estrutura foi instalada em agosto de 2017 por uma empresa especialmente contratada e a operação foi iniciada no mês seguinte, em setembro.

 

 

Texto: Rafael Scheeren Grün
Assessoria de Imprensa de Lajeado