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Mais de cem famílias já são beneficiadas com fraldas descartáveis em Estrela

Deonilda Weisheimer (e) retirou esta semana, com a assistente social Nessana Avila, as fraldas para o marido (Foto: Divulgação)
Deonilda Weisheimer (e) retirou esta semana, com a assistente social Nessana Avila, as fraldas para o marido (Foto: Divulgação)

Uma parceria do Governo do Estado e a Prefeitura de Estrela, através da Secretaria Municipal de Saúde, alcançou um número significativo no último mês. Quase 20 mil fraldas descartáveis são distribuídas mensalmente, através do programa de Política Estadual de Cofinanciamento de Insumos Hospitalares para uso Domiciliar, existente desde 2014. Hoje já são 101 pacientes aptos ao programa, mas outros dez processos estão em fase de deferimento e devem ser aprovados.

As fraldas são destinadas a bebês, crianças, adultos e idosos que sofrem de incontinência urinária e/ou fecal decorrente de algumas patologias. São repassadas pelo Governo do Estado sem custo algum ao município, mas toda logística do processo administrativo, do controle do estoque à convocação das famílias para a retirada do material, fica a cargo da Secretaria da Saúde, mais precisamente ao Serviço Social. Para usufruir de tal benefício, o familiar deve apresentar documentos pessoais do paciente e do responsável legal, bem como laudo médico. Estes dados são inseridos num sistema do Estado na qual a aprovação e validação dos documentos pode levar de dois a três meses. A cada seis meses um novo laudo médico precisa ser apresentado.

Hoje o profissional de referência no município é a assistente social Nessana Avila, que executa o processo burocrático e de atendimento, que passa do recebimento da documentação ao controle e distribuição do material. “O governo estadual nos repassa o recurso, mas somos nós que precisamos efetuar a compra, fazer a conferência, organizar o armazenamento, avisar as famílias quando podem comparecer e ainda organizar a logística da entrega, bem como fazer a prestação de contas. Os recibos são nominais e cada paciente recebe 180 unidades”, detalha. “É algo que ajuda e muitos essas pessoas, mas lembramos que elas não podem ficar dependentes deste benefício, pois podem ocorrer falhas. Também não podemos entregar aquele material que talvez seja o mais adequado para cada caso. Este material é adquirido através de licitação, tem meses que várias empresas fornecem, podendo diferir a qualidade e o tamanho de uma empresa para a outra”, diz. Segundo Nessana, este ano a entrega não falhou nenhuma vez, mas no ano passado foram três os meses que a entrega não ocorreu por falta de recursos do Estado. “E nestes casos não temos como suprir esta demanda.”

Beneficiados

Entre os beneficiados está Gilberto Camilo Weisheimer, de 72 anos. É sua esposa que há mais de dois anos vem retirar as fraldas para ele. “Acho maravilhoso receber estas fraldas. É uma ajuda importante, que diminui as nossas despesas. Agradeço primeiramente à Deus e depois às pessoas que trabalham com este programa”, diz dona Deonilda Weisheimer, também 72 anos.

Conforme o secretário Elmar Schneider, trata-se de mais um trabalho em benefício à sociedade que muitos cidadãos nem têm conhecimento de que é realizado. “Hoje é necessário termos uma sala ampla dentro de nossa secretaria, e uma às vezes já não é suficiente, apenas para estocarmos este material, que chega num volume gigante. Precisamos dedicar um bom tempo de uma servidora nossa para realizar este trabalho espécie formiguinha, que poucos enxergam, mas que traz benefícios a muitas pessoas de nossa comunidade”, afirma o titular. Por isso ele pede compreensão, também por parte das famílias cadastradas.

“Muitas nem comparecem na data estipulada para retirar seu material e depois o querem fazer quando não podemos; ou mesmo aquelas que já não precisariam mais de tal benefício, pois perderam seu ente querido ou a doença foi controlada, e nem nos avisam”, faz o alerta. “É um exemplo muito parecido ao de nossas consultas, quando somos procurados por famílias que nos pedem um atendimento mais específico, que muitas vezes precisam ser realizados em outras cidades. Então marcamos médico, programamos carros, profissional e na hora de tal procedimento o paciente não se encontra e nem dos dá um retorno. Foram 26 os casos assim apenas nos dois últimos meses. Esquecem elas que assim estão prejudicando muitos outros que estão numa fila e esperam ansiosamente por esta ajuda”, finaliza.

Texto: Ascom Estrela