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Militares lajeadenses que participaram de missão de paz no Haiti visitam gabinete

Jovens (ao fundo) serviram no Haiti por sete meses (Foto: Camille Lenz da Silva)
Jovens (ao fundo) serviram no Haiti por sete meses (Foto: Camille Lenz da Silva)

Desde 2004, o Brasil integra a Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, país da América Central que sofre com conflitos políticos e extrema pobreza. Em 2015, os lajeadenses Márcio Betti, Guilherme Fogaça e Jonathan Gabriel deixaram seus lares para ajudar na missão, que durou aproximadamente sete meses. O retorno ocorreu no mês de junho.

Os cabos foram recebidos na manhã da sexta-feira (8) por integrantes do governo municipal, entre os quais a secretária de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sthas), Eveline Schwingel, e o haitiano Rénel Simon, que trabalha na pasta como representante dos imigrantes.

Simon cita que os haitianos não concordam com a missão de paz em seu país, uma vez que não entendem a necessidade do serviço no local. “Eles acreditam que o dinheiro investido pelas outras nações na missão de paz poderia ser utilizado para ajudar a erguer o país. No Haiti, 80% da população vive na pobreza”, cita.

Fogaça (23) cita que, apesar da negativa, o povo demonstra hospitalidade e simpatia, principalmente com os brasileiros. Gabriel (24) relata que as patrulhas ocorrem diariamente. “Andávamos muito por partes pobres da população da capital, o que desde o início foi um choque de realidade para nós”, admite. Betti (23) cita que a preparação de quase dois anos e a vivência no país mudaram o jeito dos jovens levarem a vida. “Foi uma experiência não só profissional, como pessoal também.”

Agora, os jovens de 23 e 24 anos voltam para o 9º Regimento de Cavalaria Blindado (9º RCB), em São Gabriel, e ficam à espera de uma possível chamada para atuar nas Olimpíadas no Rio de Janeiro.

Rénel Simon trabalha no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) atendendo a demanda de estrangeiros. Seu serviço é suportado por assistentes sociais e duas profissionais que fazem a inscrição no Cadastro Único, além do restante da equipe. A partir do serviço realizado por Simon surgem as demandas, que são trabalhadas em parceria com os outros órgãos.

Conforme Evenise, aproximadamente 600 haitianos, são atendidos pelo município através do Cras Espaço da Cidadania, no Centro. No local os imigrantes são encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul para realização ou renovação do passaporte, são inscritos no Cadastro Único, encaminhamentos para vagas de emprego, recebem benefícios sociais, são acompanhados em idas aos bancos, postos de saúde e cartórios, além de serem inscritos em cursos de português, entre outros serviços.

Texto: Ascom Lajeado