Artigos - Desenvolvimento Rural

“MIP – Manejo integrado de pragas” – por Higor Barcelos

Higor Barcelos (Foto: Divulgação)
Higor Barcelos (Foto: Divulgação)

A agricultura atravessa um dos maiores problemas já enfrentados pelo agricultor em relação ao controle de insetos-pragas. O aparecimento de populações resistentes aos inseticidas utilizados vem se agravando safra a safra.

A desinformação da melhor maneira apropriada para enfrentar o problema ou até mesmo por desconhecer que o problema existe na área, o produtor geralmente toma decisões que acabam por agravar ainda mais a situação (aumento de dose, mistura de produtos, etc.).

O manejo Integrado de Pragas surgiu em 1960 como um resultado da falha de inseticidas químicos, sendo introduzido no Brasil na década de 70. A filosofia do MIP é limitar o dano econômico a cultura, manter a harmonia do agroecossistema e não causar efeitos adversos nos organismos não alvos na lavoura e no ambiente circundante.

Diagrama mostrando o desenvolvimento de um programa de manejo, análogo a uma casa (Gallo et al.,2002).
Diagrama mostrando o desenvolvimento de um programa de manejo, análogo a uma casa (Gallo et al.,2002).

Suas principais vantagens são reduzir o custo de produção através do controle racional de pragas; diminuir o impacto ambiental pela preservação dos inimigos naturais; evitar perdas de produção e qualidade de grãos e reduz ira possibilidade de desenvolvimento de resistência de pragas a inseticidas.

O quadro ao lado apresenta as estratégias e alternativas para o controle de pragas, onde o “alicerce da casa” mostra as práticas para iniciar a tomada de decisão, começando na taxonomia (identificação da praga), amostragem (avaliação populacional), nível de dano econômico (até quando a cultura aguenta a injuria da praga sem influenciar o rendimento econômico), Mortalidade natural (levantamento de mortes por inimigos naturais).

Portanto, para que haja plena utilização do MIP, é necessário que se conheça muito bem a cultura visada e as características bioecológicas das pragas a ela relacionadas, para assim fazer uma avaliação dos métodos mais adequados e incorporar num programa de manejo, para então buscar o equilíbrio no agroecossistema.

Referências:

GALLO, D.; NAKANO, O.; SILVEIRA NETO, S.; CARVALHO, R.P.L.; BAPTISTA, G.C.; BERTI FILHO, E.; PARRA, J.R.P.; ZUCCHI, R.A.; ALVES, S.B.; VENDRAMIM, J.D.; MARCHINI, L.C.; LOPES J.R.S.; OMOTO, C. Entomologia Agrícola. Piracicaba: FEALQ, 2002, p.920.
CRUZ, I. Manejo da Resistência de Insetos-Praga a Inseticidas, com Ênfase em Spodoptera frugiperda (Smith). Embrapa – Documento, 21, Sete Lagoas, 2002, 1-27p.

 

Téc. Agr. Higor Barcelos

Emater Encantado