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Município estuda implantar feira do produtor

Feira tem o objetivo de auxiliar na diversificação e incentivar a permanência dos jovens nas propriedades  (Foto: Divulgação)
Feira tem o objetivo de auxiliar na diversificação e incentivar a permanência dos jovens nas propriedades (Foto: Divulgação)

Impulsionadas pela busca de hábitos saudáveis, as feiras do produtor se tornam um canal direto de venda. O Executivo de Forquetinha, em parceria com a Emater, estuda a implantação de um ponto de venda para estimular a comercialização de frutas, verduras, legumes, doces, schmiers, artesanato e demais produtos.

O prefeito Paulo José Grunewald destaca o aumento do consumo devido a uma mudança cultural. “As pessoas buscam alimentos cultivados de forma natural, sem agrotóxicos, em harmonia com a natureza e sem riscos para a saúde”, observa.

Segundo ele, o objetivo não é concorrer com fruteiras ou mercados. “A feira é uma opção para melhorar a renda dos agricultores”, garante. Além de organizá-la, a secretaria da Agricultura e Emater acompanharão todo o processo, repassando orientações sobre formas de cultivo, variedades e demanda dos mercados.

Tanto os dias como o local para a venda serão definidos nos próximos meses. De acordo com Grunewald, a feira será uma forma de estimular a produção de alimentos e incentivar a sucessão nas propriedades. “Teremos orientação técnica da Emater e mais de 40 programas à disposição das famílias. Além de incrementar a oferta de produtos orgânicos, queremos favorecer a criação de novas agroindústrias para beneficiar a matéria-prima”, aponta.
Para Grunewald, esses produtos livres do processo industrial elevam a qualidade de vida. “Colher fresquinho de manhã e levar para feira é oferecer qualidade”, reforça. Pelo projeto a venda seria feita na praça Júlio Redecker, em frente ao posto de Combustíveis Tuia, no centro.

Oportunidade para diversificar

Conforme o chefe do escritório local, Arthur Eggers, a feira oportuniza aos produtores, além da venda direta e garantida, uma possibilidade de planejar a oferta e demanda. “Será uma forma de legalizarem sua produção, valorizar a matéria-prima e diversificar as propriedades”, destaca.

Para o consumidor, representa a compra de produtos frescos, a preços acessíveis e livres de agrotóxicos, observa Eggers. “Ao saber a procedência e a forma de cultivo, é estabelecida uma relação de confiança”, afirma.

Entre os desafios cita a necessidade de criar um vínculo com a população para transformarem em hábito a compra nas feiras. Para ele a diversidade e a qualidade dos produtos será um diferencial para atrair o público. “Ao centralizarmos a venda o produtor economiza tempo e recursos que hoje utiliza para fazer a entrega na casa do cliente”, enfatiza.

População aprova

Em enquete realizada com mais de 200 moradores, 99% responderam que comprariam na feira. Quanto à sugestão de dia e horário, 35% dos entrevistados sugeriram a realização aos sábados pela manhã.

Entre os produtos que gostariam de comprar se destacaram o morango, abacaxi, banana, tomate, batata inglesa, batata doce, pêssego, melancia entre hortifrutigranjeiros. Já entre os produtos agroindustrializados foram citados melado, linguiça, queijo, cucas, mel, peixe, pães, massas, pasteis e conservas.

Texto: Ascom Forquetinha