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“Nosso futuro depende só de nós” este é o artigo desta semana de Fredi Camargo

Fredi CamargoAo passo que nos aproximamos das eleições municipais desse ano, muito se vê sobre a movimentação dos pré-candidatos ao pleito de outubro. Alguns já estão em uma demonstração veemente de domínio de técnicas de comunicação e preparo para a caminhada que se avizinha em busca do voto do eleitor enquanto outros programam suas estratégias de campanha e agrupam a militância em últimos acertos de coligações e apoios.

Se a regra diz que cada eleição é diferente uma da outra, este ano estamos diante da mais nova e diferente eleição dos últimos 25 anos. Desde a “descoberta” do marketing eleitoral, técnica trazida dos Estados Unidos pelo time de campanha de Collor na década de 90, não víamos uma campanha eleitoral tão transformada. Já havia opinado a respeito do cuidado que o eleitor deverá ter para não se deixar levar pela emoção, pelo saudosismo ou ilusão que muitos candidatos poderão trazer em suas campanhas exatamente para não cairmos na armadilha da emoção em troca da razão.

Uma gestão inovadora e eficiente deve ser, antes de tudo, o cerne da discussão política exatamente para que a população possa virar a página da velha ordem política nacional e ter autonomia para cobrar resultados concretos do investimento público em serviço do cidadão. Normalmente vemos as mesmas situações sendo expostas aos eleitores, um discurso de obras feitas, realizações do passado e a exposição da vida pretérita dos candidatos para buscar um saudosismo e um sentimento de identificação com épocas que possam ser confundidas na mente da população como épocas áureas mas que na verdade ocorreram em contextos totalmente diferentes.

Mas e o futuro? Como será a sua administração? De que jeito fará? Essas e muitas outras questões deverão ser feitas aos candidatos para que eles tenham a oportunidade de mostrarem porque merecem nossa escolha. A política não pode ser desacreditada, já falamos sobre isso pois é ela quem define nossas vidas. Mas a simples história de alguém não pode mais ser o argumento chave de nossa escolha pois é muito raso e não nos dá mostras concretas de como o homem público se atualizou e se preparou para administrar nossos municípios nos próximos quatro anos, se é que houve essa adaptação.

Cidadãos, cobrem, escolham, identifiquem e diferenciem o discurso da prática. Mostremos à eles que hoje somos mais conscientes e mais informados. Busquemos no nosso papel de eleitores, apontar que queremos um amanhã descente para as futuras gerações e que não estamos dispostos a qualquer conversa, queremos resultados. Está em nossas mãos.

Boa semana!
Fredi Camargo – Cientista Político
Contato: cc.consultoria33@gmail.com