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Patronato Lima Drummond sedia aulas de fotografia ministrada pelo renomado fotógrafo Jorge Aguiar

Aguiar pediu que cada aluno falasse da emoção que sentiu ao analisar cada imagem que ele registrou ao longo de uma carreira de 42 anos como fotojornalista (Foto: Neiva Motta/Susepe)
Aguiar pediu que cada aluno falasse da emoção que sentiu ao analisar cada imagem que ele registrou ao longo de uma carreira de 42 anos como fotojornalista (Foto: Neiva Motta/Susepe)

Uma parceria da direção da Fundação Patronato Lima Drummond com o projeto Vai Que Dá qualifica 24 apenados do semiaberto e aberto na oficina de fotografia, que é ministrada pelo fotógrafo gaúcho Jorge Aguiar. As aulas terão uma carga horária total de 20h/a, e ocorrem às terças-feiras.

A primeira fase da atividade, que iniciou na terça-feira (2), às 19h30, envolveu o manuseio da câmera e debate sobre as possibilidades do mercado de trabalho para quem pretende ser fotógrafo profissional. Para Aguiar, ministrar fotografia é como oferecer luz ao cego. Mas como eles não são cegos, simplesmente estavam com os olhos vendados”, explicou.

Na dinâmica, o fotógrafo pediu que cada aluno falasse da emoção que sentiu ao analisar cada imagem que ele registrou ao longo de uma carreira de 42 anos como fotojornalista. Depois, os apenados saíram em busca de imagens pelo pátio, com tema livre. Os materiais captados pelas lentes serão impressos e, posteriormente, apresentados em exposições. “Eles vão contar a história deles por meio da imagem”, disse Aguiar.

Na abertura do curso, a diretora do Lima Drummond, Maria Felipetto, pediu que os participantes aproveitassem todo conhecimento compartilhado sem se preocupar com a questão de remição de pena. “Estes profissionais trabalham de forma voluntária. Por isso, peço que o projeto, que é uma ferramenta de inclusão, seja valorizado por todos”, disse Felipetto.

Já a segunda parte dos trabalhos, os apenados terão aulas de empreendedorismo sob orientação da empresária e idealizadora do Vai Que Dá Sabrina Aragão. De acordo com a profissional, os participantes terão acesso a formas de empreender e os caminhos para abrir seus negócios. Sabrina disse que acreditar no ser humano é fundamental. “Quando a gente faz escolhas, é preciso confiar nelas”. Rodrigo Sabiah, que integra o projeto, também participou das atividades.

Texto: Ascom Susepe