Coronavírus Vale do Rio Pardo

Pesquisa própria do Vale do Rio Pardo com testes rápidos aponta letalidade baixa na região

Dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 21, pelo professor e médico infectologista Marcelo Carneiro

Realizada entre 15 e 18 de agosto, a segunda etapa da pesquisa encomendada pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e realizada pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) apresentou um novo dado a ser levado em consideração nas análises.

Dentre as informações detalhadas pelo professor e doutor coordenador do estudo, o médico infectologista Marcelo Carneiro, está a baixa taxa de letalidade estimada para a região, de apenas 0,17% em agosto. O dado considera o número de mortes até o fim da coleta, de 32, diante da estimativa de pessoas que já tiveram contato com o novo coronavírus somadas nas duas análises, de 18.218. Isto caracteriza uma mortalidade de 8,9 a cada 100 mil habitantes.

“Esse dado nos deixa mais próximo da realidade, pois as estatísticas oficiais analisam apenas com base nas pessoas internadas, o que eleva a taxa. No entanto, deve-se levar em consideração todas as pessoas que já tiveram contato com o vírus dividido pelo número de mortes”, explicou Marcelo Carneiro.

Margem de erro

A segunda amostra ainda apontou uma soroprevalência do novo coronavírus em 2,2% da população da região. Ao todo, foram confirmadas 23 pessoas com anticorpos da doença, sendo 20 na zona urbana e três na zona rural, em 1.063 testes aplicados. De acordo com os pesquisadores, isso revela que houve um teste reagente a cada 46 habitantes, em uma estimativa de 7.772 pessoas do Vale do Rio Pardo que já tiveram contato com o vírus.

Embora aponte uma redução de positivados nas análises em referência à primeira amostra – 2,9% de soroprevalência, estimativa de 10.446 que tiveram contato e 31 testes confirmados em 1.066 aplicados –, ainda não é possível afirmar que haja uma queda nos números devido à margem de erro de 5% utilizada na metodologia.

Próxima amostra no fim do mês

O médico infectologista Marcelo Carneiro também analisou o andamento das atividades até o momento. “Nossas duas etapas até agora foram realizadas sem intercorrências. Também fizemos alguns ajustes para a segunda amostra, de análises que acabamos acrescentando.”

A pesquisa, que tem custo de cerca de R$ 500 mil, foi encomendada pelo Cisvale em parceria com a Unisc e conta com apoio da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e da Philip Morris Brasil.

O estudo transversal busca apresentar uma amostra representativa da população da região. Ao todo, serão quatro etapas de testes. As coletas ocorrem sempre aos finais de semana, a partir das 8 horas. A próxima análise será realizada nos dias 29 e 30 de agosto, nos 14 municípios de abrangência do Cisvale.

Assessoria de Imprensa