Política Vale do Taquari

Prefeitos do Vale do Taquari apoiam unificação das eleições

Assembleia foi coordenada pelo presidente Jonatan Brönstrup (em pé)

Em assembleia geral, realizada em Teutônia, eles aprovaram moção de apoio à Proposta de Emenda Constitucional

Os prefeitos do Vale do Taquari são favoráveis à unificação das eleições municipais e gerais em 2022. Moção a favor da Proposta de Emenda Constitucional nº 49/2019, que tramita na Câmara dos Deputados e prorroga por dois anos o mandato dos atuais gestores foi aprovada por unanimidade na assembleia geral da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), realizada na última sexta-feira (24.05), em Teutônia. Os presentes – representantes de 20 municípios – também defenderam o fim da reeleição e mandato de cinco anos. Um dos aspectos ressaltados pelo presidente Jonatan Brönstrup foi a economia do país com o custo de eleições a cada dois anos – estimado em R$ 16 bilhões – mas também a concretização dos projetos em andamento nos municípios, o que seria possível em cinco anos de gestão.

Vários prefeitos se manifestaram a favor da proposta, como José Cenci, de Fazenda Vilanova, segundo o qual o custo é ainda maior, pois os municípios têm despesas com as eleições, pois auxiliam a Justiça Eleitoral, há dispensa de servidores, entre outros. “Fiz um levantamento no primeiro e segundo turnos (em 2018) e nosso custo foi de R$ 48 mil”, revelou. A não reeleição foi citada por Otávio Landmeier, de Westfália. “A primeira questão é administrativa. O prefeito se sentirá mais à vontade para fazer o que precisa ser feito”, afirmou. Klaus Schnack, de Arroio do Meio, reforçou o posicionamento do colega. “Teremos mais tranquilidade para administrar.”

O prefeito de Santa Clara do Sul, Paulo Kohlrausch ressaltou que a unificação não é somente uma questão econômica, mas a possibilidade de que o trabalho nos municípios tenha continuidade. Além disso, citou a “falta de autonomia na gestão”, como o engessamento burocrático em nível federal e ainda o “engessamento político e partidário”, posicionando-se pelo fim da reeleição e mandato de cinco anos. Cátea Rolante, de Doutor Ricardo, reforçou a defesa de que os gestores precisam de mais autonomia para trabalhar. “É por uma mudança em nosso país”, assinalou a prefeita.

Outros prefeitos, como Lourival Seixas, de Muçum; Genésio Hofstetter, de Travesseiro; Celso Kaplan, de Imigrante; Claudiomiro Cenci, de Putinga, e Sandro Herrmann, de Colinas, da mesma forma apoiaram a unificação das eleições e mandato de cinco anos, com o fim da reeleição. “Inclusive para deputados”, disse Hofstetter. Para Lourival Seixas, a medida deve ser tomada agora, por uma questão econômica. “Temos que trabalhar pela aprovação da coincidência dos mandatos, não somente pela economia, mas por questões administrativas”, acrescentou Herrmann.

 

 

Texto e fotos: Paulo Ricardo Schneider