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Prefeitura abre sindicância para verificar erro em obra de esgoto no Bairro Imigrante

Foram instalados canos de esgoto menores do que o previsto no projeto (Foto: Divulgação)
Foram instalados canos de esgoto menores do que o previsto no projeto (Foto: Divulgação)

Depois da instalação errada de uma canalização de esgoto pluvial no ano de 2016, a Administração Municipal abriu sindicância para apurar os responsáveis pela execução das obras no bairro Imigrante.

Cerca de dez famílias, que moram nos fundos da empresa Atlas, estão com medo das próximas chuvas, sendo que foram instalados canos de esgoto menores do que o previsto no projeto. Se antes os alagamentos eram transtorno, agora passaram a ser um risco. Foi necessário remover a tubulação porque a probabilidade de inundações nas residências aumentou.

Conforme o coordenador de Engenharia e Infra-Estrutura, Luis Eduardo Fontana, a obra tinha erros de caimento e alinhamento, bem como na espessura dos canos de concreto, que no projeto estavam previstos com diâmetro de 1,5 metro, mas foram instalados com uma bitola menor, de apenas 1 metro de vasão.

A próxima ação do município será colocar a tubulação adequada, que é mais cara. Cada cano custa R$ 625, e serão necessários no mínimo 450 tubos. Ao todo, o custo para refazer a obra será de cerca de R$ 650 mil.

Dinheiro público jogado fora

O Prefeito Municipal, Edmilson Busatto, lamentou o caso. ‘’Infelizmente os trabalhos do ano passado foram insuficientes, não resolveram o problema dos moradores do bairro, só aumentou, e o dinheiro público, foi jogado fora. E agora para consertar, teremos um alto investimento, é lamentável que tenhamos que enterrar todo esse dinheiro que poderia estar sendo revertido em inúmeros benefícios para a nossa população”, citou Busatto.

Construção de loteamento

A tubulação passa sobre os terrenos de um loteamento que precisou interromper as obras devido ao problema. O esgoto dá vazão a materiais que descem de outros bairros como é o caso do São Francisco. Em 2016, foi acordado entre a administração da época e a empresa responsável pelo loteamento que a compra dos canos seria feita pela loteadora e a execução da obra pelo poder público. No entanto, o projeto não foi seguido. De acordo com o secretário de Administração e Planejamento, Claudio dos Santos, novas detonações deverão ocorrer, pois o solo é composto por rochas e, depois das obras do ano passado, se tornaram uma represa que leva a água direto às casas.

Texto: Ascom Bom Retiro do Sul