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Produtores de Colinas adotam a adubação verde como prática agrícola

Um grupo de agricultores de Colinas tem investido, há cerca de quatro anos, na adoção da adubação verde como uma prática agrícola que visa a melhorar a capacidade produtiva dos solos, por meio da ampliação da oferta de material orgânico vegetal. Fundamental especialmente no sistema de rotação de culturas, a técnica consiste na adição de plantas leguminosas na superfície do solo, com a intenção de enriquecê-lo nutricionalmente com nitrogênio. “É um tipo de procedimento que favorece o aumento da produção de biomassa vegetal”, destaca a extensionista da Emater/RS-Ascar, Lídia Dhein.

Nesse sentido, Lídia salienta que a adubação verde é produzida por plantas cultivadas para este fim – como aveia preta, nabo forrageiro, centeio, ervilhaca e tremoço -, que são utlizadas em consórcio e cortadas no início da formação dos grãos, promovendo rápida cobertura e produzindo grande quantidade de matéria orgânica. “A prática também favorece o sistema de plantio direto, já que é capaz de produzir boa palhada para a formação de cobertura morta do solo”, explica. “Como parte desse processo, as leguminosas são ricas em nitrogênio, que é fixado diretamente do ar por bactérias que vivem nas próprias plantas”, completa.

A extensionista destaca que a adoção da prática também tem a ver com o fato de os agricultores estarem mais conscientes sobre a importância da manutenção da qualidade do solo e da adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. É o caso do produtor Rafael Horst, de Linha Roncadorzinho, que implantou um mix de sementes em uma área de sua propriedade. “Em consórcio, essas plantas são extraordinárias, muito melhor que usadas separadamente”, avalia o produtor. Outros agricultores, como Romeu e Gustavo Lohmann, da Linha Leopoldina e Sinésio Wolf, da Linha Ano Bom, também investiram na técnica.

Além de todas as plantas citadas serem formadoras de palhada de qualidade, o que amplia a vida biológica do solo, as suas especificidades oferecem várias vantagens em termos de reciclagem de nutrientes. “Algumas, como já dito, são fixadoras de nitrogênio, outras, como no caso da ervilhaca e do tremoço, reciclam mais fósforo e há também as crucíferas, como o nabo, que tem eficiência nas raízes, que descompactam o solo, preparando-o para a rotação de culturas”, afirma Lídia, que lembrar que preservar a qualidade do solo é uma das bases para a boa agricultura.

Interessados em saber mais sobre a prática, podem procurar o escritório da Emater/RS-Ascar, que atua em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do Governo do Estado.

 

 

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Lajeado
Jornalista Tiago Bald