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Programação gauchesca encerra segundo dia da Estrela Multifeira

Monarcas abriram show com Bateu Saudade

A noite desta quinta-feira (5) foi de música tradicionalista gaúcha na Estrela Multifeira. A programação foi dedicada a atrações que valorizam as canções, artistas e danças típicas do Rio Grande do Sul. E entre elas, destaque para o show-baile de Os Monarcas. O grupo abriu seu show com Bateu Saudade. Com seus dez integrantes animando a plateia no palco e na pista, apresentou ainda sucessos como Vaneira Grossa, Cheiro de Galpão e O Vento, deixando sua marca e enaltecendo os festejos do mês farroupilha. Junto aos artistas, o fã mirim Luciano Neimar Veiga da Silva (6), de Marques de Souza, encantou a plateia tocando seu accordeon.

Cerca de 40 integrantes do Raça Gaudéria dançaram para o público

Os Monarcas estão na estrada há 47 anos e a presença na feira foi mais uma oportunidade para mostrar seu talento na música fandangueira. Atraídos pelo ritmo animado, marcante e dançante, Rosane Vieira de Brito e Antonio Siqueira, de Estrela, estavam entre os primeiros a se acomodar no pavilhão para assistir ao show. “Chegamos cedo, aproveitamos para comprar algumas coisas, mas viemos mesmo por causa deles”, contou Rosane. Segundo Antonio, a frequência do casal em fandangos já era maior, mas mesmo assim seguem apreciando os artistas porque “gostamos muito da música gauchesca”.

A mesma admiração foi declarada por Bruna Martins Thurow Jacoby, coordenadora das invernadas do CTG Raça Gaudéria, de Estrela. “É uma honra abrir o show deles”, afirmou. Presente com cerca de 40 dançarinos, o Raça Gaudéria presenteou o público com exibição da chula e danças da invernada artística. A noite teve ainda a apresentação de Lucas Piccinini e Conjunto.

O Espaço Pró-Cultura da Estrela Multifeira 2019 conta com o patrocínio de Rota Gráfica, Launer Química, Machado Agropecuária, Carrocerias Altari, Languiru e Fruki Guaraná. A realização é da Cacis Estrela e o financiamento do Pró-Cultura RS Lei de Incentivo à Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

 

O agronegócio brasileiro e temas centrais do setor pautam palestra do ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues

Roberto Rodrigues abordou as perspectivas do agronegócio brasileiro

“O herói brasileiro é o agricultor. A sociedade tem que entender isso”. A afirmação do agrônomo e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, foi uma das muitas reflexões provocadas por ele nas cerca de 300 pessoas que participaram do Dia do Empreendedor Rural nesta quinta-feira (05) na Estrela Multifeira. Na palestra “Perspectivas do agronegócio brasileiro”, ele abordou temas centrais que envolvem o setor no país, abrindo sua explanação com o alerta para a falta de líderes, especialmente por estarmos vivendo uma transformação do mundo rural em urbano, cujas medidas extraordinárias e assustadoras exigem referências a serem seguidas.

De acordo com o ex-ministro, a segurança alimentar tem recebido atenção do mundo todo, especialmente da ONU, visto que estimativas apontam para um crescimento de aproximadamente 60% na demanda por alimentos nos próximos 50anos e enquanto houver fome, não haverá paz. Projetando um período menor,pesquisas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que Brasil precisa ampliar sua produção em 41% dentro de dez anos. Para Rodrigues, isso é possível graças à mão de obra competente, quantidade de terra disponível e tecnologia nacional.

Ele reiterou que o agronegócio brasileiro é brilhante, representando 21% do PIB do país, 42% das exportações e gerando 20% dos empregos, porém são necessárias estratégias de renda, comércio e logística, além de um trabalho intenso para mudar a imagem errônea sobre desmatamento e consumo de veneno. Para o ex-ministro, o ponto-chave do setor está na comunicação e na sustentabilidade, a qual é a base da competitividade: “Se não formos sustentáveis econômica, social e ambientalmente, não vamos vender produção lá fora e vamos perder mercado”.

Cerca de 300 pessoas acompanharam a palestra

Ao apresentar dados de exportação, Rodrigues preveniu: “Não podemos ficar deitados em berço esplêndido porque fizemos conquistas maravilhosas nos últimos30 anos, pois os outros fizeram mais do que nós”. Ele ainda falou sobre a guerra entre EstadosUnidos e China pela hegemonia na produção agrícola, o que levou ao ressurgimento do protecionismo e consequentemente ao acordo entre Europa e Mercosul, tática política justificada pela busca de comida mais barata e permanência no poder.

Rodrigues também destacou que a agronomia brasileira tem uma história espetacular de desenvolvimento, muito em consequência da qualificação dos empreendedores mais jovens, e que no futuro o cooperativismo vai ganhar ainda mais dimensão, pois será uma importante ferramenta para agregar renda e ganhar escala. “Nós temos um valor incomensurável e podemos ser campeões mundiais da paz. Contem comigo. Eu quero ser campeão. Quem não quer. Vamos nessa? Vale apena!”, finalizou.

A programação ainda contou com um bate-papo do palestrante com os presidentes do sistema Ocergs/Sescoop-RS Vergílio Perius, da Sicredi Ouro Branco Neori Abel,da Dália Alimentos Gilberto Piccinini, e da Certel Erineo José Hennemann, além do presidente executivo da Dália Carlos Alberto de Figueiredo Freitas e gerente regional da Emater Marcelo Brandoli. O Dia do Empreendedor Rural foi viabilizado pelo Sescoop-RS e teve o apoio da Prefeitura de Estrela, Emater,STR, Sicredi, Dália e Languiru.

 

Painel sobre normativas do leite atrai produtores e técnicos

Representantes de indústrias também contribuíram com informações e conhecimento na área

As instruções normativas 76 e 77 trazem muitas novidades para todas as etapas da cadeia produtiva do leite. A legislação que impacta desde a produção até os critérios finais de qualidade dos leites pasteurizados foram tema de painel realizado nesta quinta-feira (5) à tarde no auditório Vale do Cooperativismo, na Estrela Multifeira. Com participação da auditora fiscal agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Milene Cristine Cé, o evento teve o objetivo de destacar os benefícios das normativas para a cadeia leiteira.

Milene abriu sua apresentação elogiando a região pelo interesse no tema, considerando a qualidade do leite e a representatividade do Vale do Taquari no setor no Rio Grande do Sul. Ela traçou um histórico das evoluções na legislação e afirmou a importância das medidas. Entre as vantagens, salientou a qualificação do produtor e o aumento da renda com o incremento da produtividade. “Além disso, essas normativas vão resolver um problema que muitos nos colocavam, que é a diminuição da concorrência desleal por captação de produtores sem a preocupação com a qualidade”. Outro aspecto é a diminuição de fraudes para mascarar a má qualidade do alimento.

As instruções regem o padrão e as regras para atingir a qualidade do leite do campo à indústria. Ao explicar as formas de controle e correção de inconformidades, Milene frisou adequações que dizem respeito às fábricas e aos produtores. Analisando resultados obtidos, comentou que já há melhorias a serem comemoradas. O mesmo vale para quem está numa das pontas do processo. Produtor de 700 litros de leite diários de General Câmara, José Abich acompanhou o painel e ressaltou sua concordância com as normativas. “Isso veio para somar. Acho justo o pagamento pela qualidade. As minhas amostras estão muito boas, e eu teria que ganhar por isso, ter um valor agregado que compense. Muitas vezes são pequenas adequações, que não requerem grandes investimentos”, avaliou.

A programação contou ainda com a participação de profissionais do Unianálises, da Univates, da Launer Química, Machado Agropecuária e Metanox, além de Roberto Oliveira, que compartilhou as experiências na área feitas pelas Estrelat.

 

 

Assessoria de Imprensa da Estrela Multifeira