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Projeto Rondon: Primeira semana de lições de vida e de cidadania

Oficinas, palestras, capacitações e outras ações estão sendo realizadas com professores e estudantes das escolas de Ensinos Fundamental e Médio, além da comunidade em geral de Montanhas (Foto: Divulgação)
Oficinas, palestras, capacitações e outras ações estão sendo realizadas com professores e estudantes das escolas de Ensinos Fundamental e Médio, além da comunidade em geral de Montanhas (Foto: Divulgação)

Após chegar em Natal e passar dois dias de ambientação no 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro, os rondonistas da Univates e da Faculdade São José, do Rio de Janeiro, desenvolveram a primeira semana de atividades no município de Montanhas, no interior do Rio Grande do Norte.

Oficinas, palestras, capacitações e outras ações estão sendo realizadas com professores e estudantes das escolas de Ensinos Fundamental e Médio, além da comunidade em geral de Montanhas. As ações dos rondonistas das Univates contemplam os eixos da Comunicação, Meio Ambiente, Trabalho e Tecnologia e Produção. Já a Faculdade São José abrange as áreas de Saúde, Educação, Cultura e Direitos Humanos.

Para Tiago Weizenmann, um dos professores que acompanha o grupo, a primeira semana de atividades do Projeto Rondon proporcionou vivências únicas ao grupo e às pessoas atendidas, estreitando os laços entre os rondonistas e a comunidade de Montanhas. “A realidade local demonstra diferentes vulnerabilidades, sejam elas sociais, econômicas ou ambientais. Nesse contexto, os estudantes reconhecem um Brasil com dinâmicas diferentes das que vivem em seu cotidiano, ao mesmo tempo em que são desafiados a aplicar conhecimentos acadêmicos nesse espaço”, explica o professor da Univates.

Sobre a receptividade do município aos rondonistas, Weizenmann destaca que o acolhimento está sendo generoso. “Percebemos isso na alegria das crianças, nas conversas com os jovens, adultos e famílias, assim como nos abraços dos mais velhos”, comemora.

Com o objetivo de contemplar os eixos de ações de ambas instituições, já foram realizadas atividades sobre o aprimoramento da comunicação em público, oficinas de artesanato, criatividade e tecnologia, métodos contraceptivos, combate ao uso de drogas, separação de lixo, reaproveitamento de água, plantação de hortas e outras práticas, saúde bucal e outras.

Felipe Kuhn, estudante de Ciências Biológicas da Univates, relata que o primeiro aspecto percebido por ele foi a diferença em relação à cultura, às perspectivas e realidades em um mesmo país. “Apesar de toda a diferença que estamos vivenciando, logo nos sentimos em casa devido ao acolhimento das pessoas e à forma como elas expressam seus sentimentos e buscam carinho e atenção”, salienta.

Em relação às atividades ministradas, ele conta: “os conhecimentos que são simples para nós, os quais aprendemos em nossa formação, para a comunidade de Montanhas são muito interessantes e novos, ficam curiosos e querem aprender”, ressalta. Conforme Kuhn, é preciso aprender a pensar nas diferenças e não apenas enxergá-las, pois acredita que somente refletindo sobre elas seja possível auxiliar de alguma forma as pessoas que vivem nessa realidade.

Saiba mais sobre Montanhas
Montanhas tem cerca de 12 mil habitantes e ocupa área territorial de 82,20 km², conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O município teve origem no lugar chamado Lagoa das Queimadas, situado às margens do rio Curimataú. Ainda no século XIX passou a se chamar Lagoa de Montanhas, em virtude de situar-se entre montanhas, que lhe conferem um clima agradável. O desenvolvimento econômico foi proporcionado pelo plantio de cereais nas terras mais férteis e pela ligação à capital do Estado pela estrada de ferro, desde 1882.

Texto: Ascom Projeto Rondon