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Protocolo de uso de medicamentos contra a Covid-19 de Lajeado é apresentado a médicos da UPA

Nesta quinta-feira, 25/06, o protocolo de uso de medicamentos contra a Covid-19 foi apresentado pela Secretaria da Saúde (Sesa) aos médicos que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lajeado. No encontro, o titular da Sesa, Cláudio Klein, e a médica Sandra Helen Cabral orientaram e informaram os profissionais. O mesmo protocolo já foi apresentado aos médicos da rede municipal de saúde e está em vigor desde a semana passada.

Elaborado por um grupo de médicos de Lajeado e região, que se basearam em estudos científicos e experiências exitosas de outros lugares, como o Estado do Pará, o protocolo consiste em um documento que contém orientações sobre a Covid-19, sintomas, uso dos medicamentos em cada fase, exames necessários, se for o caso, entre outras. O documento não obriga os médicos a aderirem, ou seja, os médicos têm liberdade para decidir ou não pelo seu uso em conjunto com o paciente, assim como os pacientes podem optar por não usar a medicação, se julgarem mais adequado.

A proposta do município trata da utilização de um conjunto de medicações no tratamento, que são disponibilizados gratuitamente na Farmácia-Escola,  para serem utilizados nas fases iniciais da doença (chamadas fase I e fase IIA). O kit é composto por 4 medicamentos de uso específico para a Covid-19 (cloroquina/hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco), e também fazem parte do protocolo medicamentos de apoio para o tratamento de complicações, quando for o caso.

O objetivo é contribuir para prevenir a replicação viral na fase inicial da doença, com o intuito de evitar complicações agudas, agravamento da doença e internação hospitalar.

Na prática, o uso é recomendado para pacientes que procurarem os serviços de saúde da rede pública em fase inicial da doença (até o quinto dia após a contaminação), com indicação para as seguintes situações: pacientes com mais de 60 anos e sintomáticos, pacientes com menos de 60 anos sintomáticos com fatores de risco (cardiopatas, diabéticos, obesos e com doenças pulmonares crônicas), e pacientes com menos de 60 anos de idade, sem comorbidades, mas com sintomas iniciais que indiquem gravidade da doença (decorrente de possível carga viral elevada).

Para o paciente ter acesso aos medicamentos, é necessária a prescrição médica com o conhecimento e aprovação do paciente devidamente esclarecido. O paciente assina um termo de ciência e consentimento reconhecendo que não existe garantia de resultados positivos para a Covid-19 e que os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina podem inclusive apresentar efeitos colaterais, que são alertados pelo médico. Para a retirada do medicamento na Farmácia-escola, também é preciso a assinatura de consentimento do farmacêutico responsável. Com este protocolo, a decisão de uso é feita de forma autônoma dentro da relação de confiança entre médico e paciente.

Assessoria de Imprensa de Lajeado