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Público da Chamada da Sustentabilidade se reúne para evento de avaliação em Putinga

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180 famílias de Putinga participam da atividade (Foto: Tiago Bald)

Durante os últimos três anos 180 famílias de Putinga participaram da Chamada Pública da Sustentabilidade — operacionalizada pela Emater/RS-Ascar por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, do Governo Federal. Passado o período de execução, chegou a hora de avaliar o programa, que possibilitou a seus integrantes o acesso à Assistência Técnica e a Extensão Rural e Social qualificada e o envolvimento em diversas atividades, como seminários, oficinas, cursos e dias de campo com temas variados e de acordo com a realidade das famílias.

O evento que teve este objetivo foi realizado na quarta-feira (07), no Salão Comunitário da Linha Carlos Barbosa. Na ocasião, além da apresentação dos resultados das ações realizadas no âmbito da Chamada, feitas pela equipe da Emater/RS-Ascar em Putinga, foram realizadas duas palestras que tinham como tema principal a segurança no trabalho e a prevenção de acidentes no meio rural. Uma delas foi ministrada pelo médico Paulo Lima e a outra pelo gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli. O encontro foi finalizado com almoço de confraternização entre os envolvidos.

As ações da Chamada Pública tiveram início em dezembro de 2013. De lá para cá, temas diversos como implantação de pastagens perenes para bovinocultura de leite, fitoterapia, nutrição do solo, redução do uso de agrotóxicos na erva-mate ou mesmo produção de hortaliças e frutas para o autoconsumo foram trabalhados em mais de 70 atividades coletivas diferentes, além de outras tantas individuais. “Para nós é gratificante ver o resultado alcançado pelas famílias e a alegria delas em qualificar certos processos em suas rotinas”, analisa a engenheira agrônoma Janes Mezacasa.

Para o produtor de erva-mate Gilberto Vaccari, da localidade de Carlos Barbosa, as principais mudanças na propriedade envolveram a implantação de hortas e pomares para o consumo da família. “Acabamos por nos focar no que produzimos para comercializar e, muitas vezes, esquecemos a qualidade que podemos ter naquilo que comemos”, ressalta, valorizando ainda o fato de não precisar mais comprar uma série de produtos nos mercados locais. Foi também com o apoio da Extensão Rural que uma ação para implantação de erva-mate orgânica teve início. “É um aprendizado gratificante”, garante.

Já o agricultor Edegir Baratto, da localidade de Miguelzinho Baixo, ressalta o acesso à Extensão Rural como determinante para o conhecimento de tecnologias e a qualificação do produtor. “Em relação a estudos tenho apenas a quarta série completa, o que torna fundamental a participação em cursos ou outras atividades para aprendizagem”, observa Baratto, que trabalha com suinocultura, bovinos de leite e lavoura de milho. “Só a redução do uso de agrotóxicos na lavoura de milho, a partir de técnicas diversificadas já me foi uma baita ‘mão na roda’”, compara o produtor.

Para Brandoli há que se reconhecer o empenho das famílias que integraram o projeto e que agora colhem os resultados. “A intenção da Chamada é tornar as propriedades as mais sustentáveis possíveis, com ampliação da assistência técnica e o acesso a alternativas de produção para os agricultores”, salienta o gerente regional. Nesse sentido, de acordo com Brandoli, o projeto se torna uma espécie de instrumento para o fortalecimento do trabalho no campo. “E a presença do extensionista rotineiramente nas propriedades, com trocas de conhecimentos em uma relação de confiança é parte importante nesse processo”, completa.

Texto: Ascom Emater