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Rastreabilidade para produtos vegetais é tema de reunião em Teutônia

35 produtores integrados da Languiru de 15 municípios já têm áreas plantadas com frutas e hortaliças (Foto: Divulgação)

Representantes da Emater/RS-Ascar e da Cooperativa Languiru participaram na última segunda-feira (05) de uma reunião na sede da Languiru, em Teutônia, sobre rastreabilidade para produtos vegetais. A iniciativa está relacionada ao fato de ambas as entidades desenvolverem de forma conjunta o Programa de Inclusão Social e Produtiva da Propriedade Familiar. O projeto, que busca a continuidade das pequenas propriedades rurais – especialmente as que têm o leite como matriz produtiva – visa a fomentar a assistência técnica e a extensão rural e social e a estimular os agricultores para a importância de se investir em outros cultivos.

Assim, 35 produtores integrados da Languiru de 15 municípios já têm áreas plantadas com frutas e hortaliças que poderão ter o seu excedente entregue para os supermercados mantidos pela Cooperativa. “É aí que entra a importância de se tomar contato com o que determina a Lei que exige, desde o mês de agosto, que certos produtos vegetais forneçam informações padronizadas que identifiquem o agricultor ou o responsável no próprio produto ou mesmo nos envoltórios, caixas, sacarias e demais embalagens”, salienta o assistente técnico regional de Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Lauro Bernardi.

Nesse sentido, a reunião buscou orientar não apenas os extensionistas da Emater/RS-Ascar dos municípios envolvidos, mas também técnicos e gerentes de supermercados da Languiru para que estes tenham conhecimento sobre a necessidade de haver algum tipo de identificação que informe produtor, endereço, variedade da cultivar, quantidade, lote data da colheita, entre outros. “É importante ressaltar que a fiscalização não será feita nas propriedades e sim nos mercados, que poderão ser autuados e severamente multados, caso haja nas gôndolas alimentos não rastreáveis”, comenta Bernardi.

Inicialmente, a rastreabilidade – que tem seu foco no monitoramento e no controle de resíduos de agrotóxicos em todo o território nacional – será aplicada aos citros, maçã, uva, alface, repolho, batata, tomate e pepino. A partir de fevereiro de 2019, outros produtos, como morango, cenoura, agrião, brócolis, pimentão e abóbora serão inclusos no processo. “A nós cabe compreender os desafios impostos na implantação do sistema, avaliar as exigências da Legislação e mobilizar as famílias produtoras de vegetais frescos para o ajuste a esta normativa”, lembra Bernardi.

O presidente da Languiru Dirceu Bayer saudou a iniciativa, especialmente por envolver pequenos produtores que estão em busca de alternativas de cultivo. Já o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, comentou o fato de estes mesmos agricultores também estarem sendo assistidos pelo Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF) – política pública operacionalizada pela Emater/RS-Ascar por meio de convênio com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). “São vários programas que visam a qualificação do agricultor”, resume.

Texto: Ascom Emater/RS-Ascar – Regional de Lajeado