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“Relações: no mundo e comigo” este é o artigo da psicóloga Carolina Sofia

Carol Sofia
Psicóloga Carolina Sofia (Foto: Divulgação)

O ser humano sustenta relações com o meio em que vive, pois é a forma que utiliza para sobreviver. Desde criança relaciona-se com os objetos e pessoas ao seu redor. Suas relações podem se dar das mais variadas formas desde necessidade, gratificação, custo-benefício, submissão, poder, amizade, amor… Cada um aprende a usar esta relação com o mundo e a replica nos mais variados locais em que convive. Aprende a ser verdadeiro e também a usar máscaras que se moldam de acordo com o local em que está inserido.

Quando a pessoa muda de um ambiente de convivência a outro ela não extrai ou exclui suas características e traços de personalidade, mas deixa de demonstrar algumas delas em função do que lhe é esperado. Cada ser humano carrega consigo suas características únicas em todos os locais os quais frequenta e, estas características misturam-se com as dos demais, produzindo realidades. Quanto mais a pessoa necessita disfarçar-se e se mascarar em seu dia a dia, mais ela deixa de ser verdadeira e mais ela sofre. O disfarce pode ser um tipo de personalidade assumida por aqueles que não gostam do seu verdadeiro EU, assim nunca apresentam quem são de fato.

Muitas pessoas são tão preocupadas com o que os demais pensam que passam sua vida se apresentando como um EU que imaginam que é o ideal que esperam dela. Constroem ideias distorcidas de si mesmas com medo de mostrar sua face oculta e ter a reprovação do grupo. E assim se propagam as redes sociais e os encontros virtuais, pois em frente à interface tecnológica é muito mais fácil de manter um EU ideal e diferente do real.

Qual é a imagem do ideal? Quem criou? Você já se perguntou quais são os padrões de EU que você deseja para si mesmo e por que se comporta de uma forma ou outra com as pessoas com quem convive? Já entendeu que esta pessoa que almeja ser é fruto apenas da sua própria imaginação e que foi pensada e desenhada exclusivamente pela sua mente?

Agora que você sabe que a linha de início e de fim está apenas dentro da sua cabeça, não use ela contra você para fechar o cerco da sua vida ou diminuir as suas possibilidades. Por vezes podemos fazer muito mal para nós mesmos pensando de forma negativa e nos impondo regras extremas. Ouse, vá além e acredite em você. As pessoas que lhe reprimem ou falam mal de você, quando você sabe que está fazendo de forma justa e correta, não merecem a sua atenção. Respeite a opinião de quem realmente é importante na sua vida e use esta para contribuir com seu crescimento e fazer as pazes com si mesmo.

Carol Sofia é Psicóloga e Especialista em Gestão e Docência de Ensino Superior.